O BCE manteve as portas abertas para um aumento da taxa em setembro . O comunicado e as comunicações complementares foram deliberadamente hawkish, reiterando que a inflação continua sendo o risco dominante e que mais aperto pode ser necessário
. Segundo a Reuters, o banco central "vai manter a porta escancarada para outro aumento de juros em setembro"
.
Os mercados de swap atribuem aproximadamente 60% a 62% de probabilidade a um aumento de 0,25 pp na reunião de 10 de setembro de 2026 . Uma medida separada do site ecb-watch.eu colocou as chances em 61,7% para um movimento para 2,50%
. Para a reunião de 29 de outubro, os mercados precificam cerca de 63% a 74% de chance de a taxa chegar a 2,50% ou mais
.
O principal motor é o conflito no Oriente Médio (tensões Irã/EUA) e seu impacto sobre os preços de energia . O petróleo atingiu US$ 100 o barril em 23 de julho, um novo pico que reacende as pressões inflacionárias
. A projeção base do BCE assume que, se os preços do petróleo caírem de acordo com os mercados futuros, a inflação pode retornar à meta — mas o cenário é altamente incerto
. Esforços de paz em meados de 2026 brevemente reduziram o petróleo e diminuíram a urgência de alta
, mas o ressurgimento dos combates reverteu essa dinâmica. A conta de abril do BCE observou que os investidores viam a inflação como o risco dominante e precificavam 73 pontos-base de altas acumuladas para 2026
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As projeções da equipe do Eurosistema de junho de 2026 mostram:
Ambos os membros do Conselho do BCE mudaram seu tom notavelmente no final de junho de 2026, mas sua ênfase difere:
Pierre Wunsch (Bélgica, geralmente considerado um hawk): Em 30 de junho, Wunsch disse à Bloomberg TV que "o caso para outro aumento de juros não é tão forte agora" depois que o acordo EUA-Irã "mais ou menos" removeu a origem do choque energético . No entanto, em entrevista à Reuters em 19 de junho, ele alertou que, se a inflação de serviços permanecesse elevada, "poderia ser prudente aumentar as taxas em mais 25 pontos-base"
. No final de junho, ele dizia que o conselho "pode precisar de outro aumento, mas não necessariamente em julho"
.
Martins Kazaks (Letônia, geralmente considerado centrista/pomba): Em 30 de junho, Kazaks disse que o BCE "não tem pressa para aumentar os juros novamente" depois que os esforços de paz reduziram o petróleo e os riscos de inflação, e que o progresso para acabar com as hostilidades "enfraqueceu o caso geral para mais altas" . Anteriormente, em abril, ele havia alertado contra assumir que o próximo movimento do BCE seria uma alta, dizendo que, embora não visse razão para desafiar as expectativas do mercado de dois aumentos, isso era "apenas um de vários cenários"
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Diferença chave: Wunsch inclina-se para ainda precisar de uma alta (apenas não em julho), citando a inflação de serviços atrasada como um risco . Kazaks é mais dovish, enfatizando que a probabilidade de cenários negativos severos "caiu massivamente" e que "não há necessidade de múltiplas altas do BCE de forma apressada"
. O resumo da Bloomberg caracteriza a divisão mais ampla como falcões argumentando que as pressões inflacionárias do conflito EUA-Irã ainda estão se propagando através de salários e serviços, enquanto as pombas sustentam que o petróleo recuou e efeitos secundários são improváveis
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