12,7 milhões de formandos universitários entraram no mercado de trabalho no verão (meados do ano) de 2026 — a maior turma da história chinesa, cerca de 4% maior que os 12,22 milhões de formandos em 2025 . São 480 mil jovens a mais disputando as mesmas vagas de entrada
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Empresas chinesas estão promovendo "demissões silenciosas" à medida que a IA substitui funções administrativas, de processamento de dados e cargos profissionais juniores . A Reuters noticiou em junho que as empresas estão reduzindo quadros de forma gradual, mas sistemática, atingindo diretamente as posições que os formandos costumam ocupar
. A Bloomberg destacou que o desemprego entre jovens de 25 a 29 anos disparou para 7,7% em março de 2026 — o maior nível desde que o NBS começou a acompanhar essa faixa etária separadamente —, à medida que o uso de IA se espalha pela economia
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A persistente fraqueza da demanda doméstica, a crise prolongada no setor imobiliário e o consumo reticente reduziram a capacidade de contratação nos setores de serviços e manufatura . Um crescente "descolamento entre PIB e emprego" significa que mesmo um crescimento econômico relativamente forte não está se traduzindo em empregos suficientes
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Os formandos enfrentam cada vez mais "descompassos horizontais" — aceitando empregos fora de sua área de formação —, já que a oferta de diplomados supera a demanda por suas habilidades específicas . Pesquisas também documentam "descompassos verticais", em que os formandos se contentam com empregos para os quais são superqualificados
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O economista Xing Zhaopeng, do banco ANZ, alertou que o desemprego juvenil pode se aproximar de 20% nos próximos dois meses (julho-agosto de 2026), com a entrada da leva de formandos e a contínua substituição de vagas de entrada pela IA . Historicamente, a taxa sobe acentuadamente após junho, e em agosto de 2025 chegou a 18,9%
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Analistas do Citi alertaram que a IA pode, em última análise, ameaçar cerca de 70 milhões de trabalhadores chineses .
O alerta não é unânime — alguns analistas observam que as tendências sazonais são bem conhecidas e que o governo tem ferramentas para absorver parte dos formandos —, mas o consenso entre economistas ouvidos pela Bloomberg e pela Reuters é que os próximos dois meses serão o teste mais severo até agora para o mercado de trabalho juvenil da China .
Pela primeira vez em pelo menos três décadas, Pequim abandonou uma meta numérica específica para a criação de empregos urbanos, substituindo-a pela promessa de manter "uma escala considerável" de novos empregos urbanos . O plano estabelece como meta uma taxa de desemprego urbano dentro de 5,5% no período de cinco anos e define metas anuais flexíveis
. A omissão é amplamente vista como um reconhecimento da profunda incerteza que a IA representa para o emprego
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Um Plano Quinquenal da Estratégia de Prioridade ao Emprego foi emitido em 17 de junho de 2026, delineando nove áreas prioritárias, incluindo a estabilização de indústrias intensivas em mão de obra, a expansão de serviços e o aproveitamento de campos emergentes . Ele também determina pesquisas sobre um sistema para monitorar o efeito da IA no emprego
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Em maio de 2026, o governo divulgou um plano de ação de 18 pontos (o plano de "estabilização do emprego e aumento da renda") que determinou que as empresas estatais aumentassem o recrutamento em universidades em mais de 5 pontos percentuais e orientou os órgãos públicos a manter ou expandir as contratações .
O Relatório de Trabalho do Governo de 2026 prometeu a continuidade de restituições de prêmios de seguro-desemprego, subsídios para a seguridade social, empréstimos especiais e programas ampliados de trabalho como forma de assistência social .
Medidas adicionais incluem:
A ausência de uma meta rígida de criação de empregos sinaliza que Pequim reconhece o desafio estrutural. Embora as políticas direcionem as estatais a absorver formandos, o setor privado — onde a grande maioria dos empregos é criada — enfrenta pressão simultânea da fraca demanda e da reestruturação impulsionada pela IA .