Campanha FakeGit usa 7.600 repositórios falsos no GitHub para enganar agentes de IA e distribuir malware
A campanha FakeGit, ativa desde março de 2025 e atribuída a um único operador de língua vietnamita, utilizou cerca de 7.600 repositórios maliciosos no GitHub, dos quais mais de 800 se passavam por Skills de IA e servi... A técnica AgentBaiting explora a confiança dos agentes de IA: os repositórios falsos são encontr...
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A campanha FakeGit, ativa desde março de 2025 e atribuída a um único operador de língua vietnamita, utilizou cerca de 7.600 repositórios maliciosos no GitHub, dos quais mais de 800 se passavam por Skills de IA e servi...
A técnica AgentBaiting explora a confiança dos agentes de IA: os repositórios falsos são encontrados e recomendados autonomamente pelos próprios agentes, que leem os READMEs enganosos e sugerem ao usuário a instalação...
Mais de 600 listagens maliciosas foram injetadas em registros públicos de IA, e os contadores de download do GitHub registraram mais de 14 milhões de eventos relacionados aos arquivos da campanha.
Pesquisadores recomendam que empresas mantenham um catálogo aprovado de componentes de IA, isolem novas capacidades em sandboxes, restrinjam o comportamento autônomo dos agentes e tratem registros públicos de IA como...
Search & fact-check with cited sources for What was the FakeGit campaign, how did it use nearly 7,600 fake GitHub repositories to trick AI cThe AgentBaiting technique weaponizes AI coding agents' trust, turning them into unwitting recommenders of malware-laden repositories.
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openai.com
Em julho de 2026, pesquisadores da Island Security documentaram publicamente uma campanha massiva de distribuição de malware com o codinome FakeGit. Sua inovação mais marcante é uma técnica chamada AgentBaiting — que explora a disposição dos agentes de IA em ajudar, fazendo com que eles descubram e recomendem autonomamente repositórios maliciosos ao usuário.
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Qual é a resposta curta para "Campanha FakeGit usa 7.600 repositórios falsos no GitHub para enganar agentes de IA e distribuir malware"?
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Quais são os pontos-chave para validar primeiro?
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O que devo fazer a seguir na prática?
Mais de 600 listagens maliciosas foram injetadas em registros públicos de IA, e os contadores de download do GitHub registraram mais de 14 milhões de eventos relacionados aos arquivos da campanha.
Ativa desde pelo menos março de 2025 e atribuída a um único operador de língua vietnamita, a campanha implantou quase 7.600 repositórios maliciosos no GitHub, dos quais mais de 800 foram disfarçados de AI Skills (habilidades para agentes de IA) ou servidores MCP (Model Context Protocol) — exatamente os tipos de componentes que agentes como Claude Code, Gemini CLI e ChatGPT buscam e recomendam ativamente. Em julho de 2026, os contadores de download do GitHub registraram mais de 14 milhões de eventos associados aos arquivos da campanha.
O que é o AgentBaiting?
O AgentBaiting é um ataque à cadeia de suprimentos que mira o modelo de confiança dos agentes de IA. Em vez de depender de vítimas que encontrem links maliciosos por acaso, os atacantes projetaram seus repositórios falsos para serem encontrados e promovidos pelos próprios agentes de IA. A cadeia do ataque funciona assim:
AI Skills e servidores MCP falsos: Mais de 800 repositórios da campanha se passavam por AI Skills (plugins para agentes de codificação) ou servidores MCP — componentes que os agentes buscam sozinhos quando o usuário pede para integrar uma ferramenta ou serviço.
Listagens em registros públicos de IA: Os atacantes inseriram mais de 600 listagens maliciosas em registros e diretórios públicos de IA, garantindo que seus repositórios aparecessem nos resultados de busca dos agentes.
Engenharia social via READMEs: Os repositórios maliciosos usavam projetos legítimos copiados, perfis de desenvolvedores semelhantes e arquivos README convincentes com instruções em que os agentes de IA confiam e repassam aos usuários.
Recomendação autônoma: Quando um desenvolvedor pedia ao agente para encontrar uma ferramenta ou iniciar um projeto, o agente buscava na web, encontrava um desses repositórios falsos, lia o README e apresentava as instruções de instalação — incluindo o download do malware — como se fosse uma recomendação útil.
O pesquisador líder da Island, Oleg Zaytsev, descreveu a mudança: "O que foi criado para enganar pessoas agora também engana agentes de IA".
Payloads de malware: SmartLoader e StealC
A campanha FakeGit utiliza uma cadeia de malware em dois estágios:
SmartLoader: O payload inicial entregue pelos repositórios falsos. É um carregador multinível baseado em LuaJIT que estabelece persistência no sistema, recupera estágios criptografados e os executa diretamente na memória.
StealC: O payload final. Um malware roubador de informações que exfiltra credenciais, chaves de API, dados de navegador e outras informações sensíveis de sistemas Windows comprometidos.
Escala da operação (até julho de 2026)
Métrica
Quantidade
Repositórios maliciosos no GitHub
~7.600
Repositórios falsos de AI Skills / servidores MCP
+800
Contas do GitHub controladas pelos atacantes
~6.600
Listagens maliciosas em registros de IA
+600
Total de eventos de download observados no GitHub
+14 milhões
Campanha ativa desde
Março de 2025
Atribuição do atacante
Um único operador de língua vietnamita
Nota: A contagem de 14 milhões+ de downloads reflete todos os eventos registrados pelos contadores do GitHub para os arquivos da campanha, o que pode incluir tanto requisições automatizadas quanto downloads genuínos de usuários.
Mitigações recomendadas por pesquisadores para empresas
Com base na análise da Island Security e em relatos do time 0din da Mozilla e de outros pesquisadores de segurança, as principais defesas são:
1. Manter um catálogo aprovado e curado de AI Skills, servidores MCP e extensões de agentes. Permita que os agentes instalem apenas componentes desta lista oficial. Documente a origem, o proprietário, o repositório, o hash do commit e a versão de cada entrada.
2. Isolar novas capacidades de agentes em sandboxes. Antes de liberar qualquer nova AI Skill ou servidor MCP para toda a organização, avalie-a em um ambiente isolado e controlado.
3. Verificar a integridade do editor e do projeto. Cruze a identidade do editor, a idade da conta e o histórico do projeto antes de confiar em qualquer plugin de IA de terceiros. Trate repositórios com muitas estrelas/ muitos downloads como potencialmente manipulados.
4. Monitorar caminhos agentivos. Implemente monitoramento para requisições de saída de agentes de IA para repositórios externos, especialmente downloads de conteúdo bruto do GitHub que fujam dos padrões estabelecidos de uso dos desenvolvedores.
5. Restringir o comportamento autônomo dos agentes. Configure os agentes de IA para exigirem confirmação do usuário antes de instalar novas ferramentas, executar comandos de shell a partir de instruções do README ou baixar pacotes externos.
6. Aplicar controles rigorosos de saída (egress). Limite quais endpoints a infraestrutura de agentes de IA pode acessar e mantenha uma lista de permissões de "fontes aprovadas" para downloads de código e pacotes.
7. Tratar registros públicos de IA como fontes não confiáveis. Presuma que qualquer componente descoberto por um agente em um registro público pode ser malicioso até ser verificado através do catálogo aprovado.
mallory.ai
Fake GitHub Repositories Deliver StealC and Malware Through AI and Software Lures | Mallory