A equipe de Durham combinou simulações de supercomputador de última geração com dados precisos do satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA). As simulações, que fazem parte do projeto Auriga, recriaram a evolução de 25 galáxias com massa similar à da Via Láctea ao longo de bilhões de anos . O resultado principal é o seguinte:
"O projeto começou como uma investigação sobre a velocidade de rotação do halo estelar" — explicou o astrônomo Kirill Batrakov, da Universidade de Durham, em entrevista ao ScienceAlert . "Descobrimos que as galáxias que sofreram fusões massivas no início de sua história tinham halos estelares que giravam muito mais lentamente."
A pesquisa indica que o Sol (e todo o Sistema Solar) teve sua trajetória alterada por esse evento cósmico.
Um dos aspectos mais fascinantes da descoberta é como ela conecta as estrelas visíveis ao componente mais misterioso da nossa galáxia: a matéria escura.
Em resumo, o trabalho da equipe de Durham oferece a explicação mais convincente até agora para a rotação anormalmente lenta do halo estelar da Via Láctea, ligando-a a uma virada massiva do disco causada por uma colisão com uma galáxia anã. O Sistema Solar teve sua órbita redefinida por esse evento, mas sua estabilidade a longo prazo não foi comprometida. A pesquisa também abre uma nova janela para entender a matéria escura, o componente mais elusivo do universo.
Este artigo foi baseado em um estudo apresentado no National Astronomy Meeting 2026 da Royal Astronomical Society por pesquisadores da Universidade de Durham, com cobertura do The Guardian, ScienceAlert, India Today e outras fontes .