Os fabricantes chineses foram responsáveis por cerca de 84,7% dos embarques globais de robôs humanoides no final de 2025 (~14.400 de ~17.000 unidades), com a Unitree Robotics sozinha ultrapassando 11.000 unidades acumuladas de um único modelo . Em meados de 2026, a China comanda quase 80% do mercado global de robôs humanoides e já implantou unidades autônomas na gestão do tráfego público .
As exportações gerais da China saltaram 27% em comparação anual em junho de 2026 (o mais rápido desde outubro de 2021), impulsionadas pela crescente demanda global por hardware de IA e pela corrida para superar os esperados aumentos de tarifas dos EUA .
As exportações de semicondutores atingiram US$ 36 bilhões em maio de 2026, um aumento de 111% em relação ao ano anterior — embora o volume de chips tenha subido apenas 2%, com o crescimento do valor impulsionado pelo aumento dos preços . No primeiro semestre de 2026, a China exportou 179,44 bilhões de circuitos integrados no valor de US$ 177,28 bilhões, um aumento de ~96% em relação ao ano anterior em valor . Analistas observam que esse crescimento está concentrado em chips de nós maduros e de baixo custo, e não em tecnologia de ponta .
As exportações de alta tecnologia, de forma geral, subiram 26,9% em relação ao ano anterior no início de 2026 . O surto reflete o papel crescente da China em produtos de maior valor agregado, embora a composição ainda penda para nós menos avançados.
As exportações de automóveis (incluindo VEs) subiram 69,6% em relação ao ano anterior em junho de 2026 . As exportações de veículos em geral cresceram 67,1% em relação ao ano anterior no início de 2026 . As exportações de navios cresceram 52,8% em relação ao ano anterior no mesmo período .
Embora números específicos de exportação de "manufatura de equipamentos" não tenham sido isolados nas fontes disponíveis, a ampla categoria de produtos mecânicos e elétricos — que inclui equipamentos industriais — continua sendo o segmento de exportação dominante, com os semicondutores sozinhos respondendo por 12,2% dessa categoria em abril de 2026 .
As montadoras chinesas vêm explorando uma lacuna regulatória: os veículos elétricos híbridos plug-in (PHEVs) da China enfrentam apenas a tarifa de importação padrão da UE de 10%, enquanto os VEs a bateria enfrentam até 35,3% em direitos antissubsídios . A brecha foi criada quando a UE impôs tarifas sobre veículos elétricos a bateria no final de 2024, mas deixou os híbridos isentos .
Em junho de 2026, a Comissão Europeia anunciou que está preparando direitos antissubsídios sobre PHEVs fabricados na China para fechar essa brecha, com o trabalho preparatório concluído e a implementação pendente de aprovação pela maioria dos estados-membros da UE . A medida visa fabricantes como BYD, Chery e SAIC, empresas que transformaram a isenção de PHEVs em um lucrativo duto de exportação .
A UE concedeu sua primeira isenção em fevereiro de 2026 (o Cupra Tavascan da Volkswagen) em troca de preço mínimo e uma cota de vendas, estabelecendo um precedente para outras montadoras . Um acordo-quadro de janeiro de 2026 permite que fabricantes chineses qualificados de VEs a bateria substituam os direitos antissubsídios por um mecanismo de preço mínimo de importação, embora, em meados de 2026, esse mecanismo ainda não tivesse entrado em vigor .
O superávit comercial da China atingiu um recorde de US$ 1,2 trilhão no ano completo de 2025, impulsionado por US$ 3,8 trilhões em exportações . Múltiplas fontes atribuem isso diretamente à superprodução e ao consumo doméstico fraco .
O superávit aumentou ainda mais em 2026: US$ 213,6 bilhões apenas em janeiro-fevereiro (recorde para o período) , e US$ 125,6 bilhões em junho de 2026 — o segundo maior superávit mensal já registrado . O primeiro semestre de 2026 viu um superávit comercial de US$ 575,98 bilhões .
As importações também cresceram fortemente (36% em junho), mas isso foi concentrado em produtos de alta tecnologia (chips e equipamentos relacionados à IA), enquanto a fraqueza persistiu no consumidor e em outras categorias de demanda interna . O relatório da Mitsui & Co. observa que a "forte capacidade de produção e a fraca demanda doméstica" levaram a "exportações de baixo preço e alto volume de uma ampla gama de produtos chineses" se espalhando globalmente .
A narrativa geral é clara: o motor de exportação da China mudou decisivamente para bens de tecnologia de maior valor, mas o superávit comercial fenomenal tem dois lados — refletindo uma verdadeira atualização industrial de um lado e a persistente fraqueza da demanda doméstica do outro. A Fitch Ratings projetou o crescimento da China em 2026 em apenas 4,1%, limitado por esse mesmo desequilíbrio .