Nos três países-sede da Copa do Mundo de 2026 — México, Estados Unidos e Canadá —, o torneio ficou aquém das projeções mais otimistas de turismo e impacto econômico. Os dados consolidados mostram que, embora tenha havido picos de consumo localizados, principalmente no setor de hospitalidade, esses ganhos foram de curta duração e não se traduziram em um evento macroeconômico relevante em nenhum dos três países. Cada nação enfrentou um padrão distinto de frustração, levantando questões sobre o efeito-deslocamento de turistas, a relação entre custo e benefício e a validade das promessas de megaeventos.
México: a maior distância entre projeção e realidade
- Previsões iniciais: O governo mexicano projetou 5,5 milhões de visitantes adicionais e 60 bilhões de pesos mexicanos (cerca de US$ 3,2 bilhões) em atividade econômica. Estimativas independentes falavam em um impacto de US$ 2,5 a 2,7 bilhões
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- Resultados reais: A Deloitte calculou o impacto econômico final em US$ 2,54 bilhões, 7% abaixo das projeções do setor privado
. Outra análise, do Banamex, apontou um transbordamento de aproximadamente US$ 2 bilhões, ou apenas 0,1% do PIB, muito aquém das projeções oficiais de turismo ![]()
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