A proibição atinge as grandes empresas a partir de 19 de julho de 2026, definidas pela UE como aquelas com mais de 250 funcionários e faturamento anual superior a €50 milhões . Empresas de médio porte (50 a 250 funcionários, faturamento de até €50 milhões) têm um prazo estendido até 19 de julho de 2030 para cumprir a regra . Micro e pequenas empresas (menos de 50 funcionários e faturamento igual ou inferior a €10 milhões) são permanentemente isentas .
A regra é setorialmente neutra: atinge tanto varejistas de fast fashion, casas de luxo, marcas de roupas esportivas quanto qualquer empresa que venda vestuário ou calçados na UE . Em resumo, qualquer grande negócio na cadeia de valor da moda e têxtil precisa se adequar.
A proibição não é absoluta. De acordo com o Artigo 25(5) do ESPR, a Comissão Europeia adotou um Ato Delegado em 9 de fevereiro de 2026 (C(2026) 659) que permite a destruição em circunstâncias estritamente limitadas e justificadas . Essas derrogações incluem:
As empresas que solicitarem uma derrogação devem documentar a justificativa e incluí-la em seus relatórios anuais.
Além da proibição de destruição, o ESPR impõe uma obrigação de transparência. De acordo com o Artigo 24, qualquer operador econômico que descarte produtos de consumo não vendidos deve divulgar publicamente anualmente em seu site :
Grandes empresas são obrigadas a reportar desde o primeiro ano fiscal completo após a entrada em vigor do ESPR (18 de julho de 2024), o que significa que seus primeiros relatórios — referentes ao ano fiscal de 2025 — devem ser publicados em 2026 . Um formato de relatório padronizado foi introduzido no Ato de Implementação de fevereiro de 2026 e entra em vigor em fevereiro de 2027 . Empresas de médio porte enfrentarão a mesma obrigação de relatório a partir de 2030 .
Múltiplas fontes oficiais da UE estimam que 4 a 9% de todos os produtos têxteis colocados no mercado europeu são destruídos sem nunca serem usados . Isso equivale a aproximadamente 264 mil a 594 mil toneladas de têxteis destruídos a cada ano . Especificamente em relação a devoluções online, estima-se que de 22 a 44% das roupas devolvidas nunca chegam a um novo cliente e são destruídas . No geral, a UE gerou cerca de 6,94 milhões de toneladas de resíduos têxteis em 2022, o equivalente a 16 kg por pessoa . O custo ambiental é significativo: o processamento e a destruição desses têxteis não vendidos geram até 5,6 milhões de toneladas de emissões equivalentes de CO₂ por ano .
A proibição aborda dois motores de desperdício diferentes, mas complementares:
O ESPR atinge todas as empresas que vendem na UE igualmente, porque o problema do desperdício abrange toda a cadeia de valor. A regra força ambos os segmentos a migrar da destruição para o reuso, doação, reciclagem ou um melhor planejamento de demanda .
| Data | Marco |
|---|---|
| 13 de junho de 2024 | Parlamento Europeu e Conselho adotam o Regulamento (UE) 2024/1781 (ESPR) |
| 18 de julho de 2024 | ESPR entra em vigor; começa a obrigação de divulgação para grandes empresas |
| 30 de junho de 2025 | Comissão emite minuta de regulamento delegado sobre exceções à proibição de destruição |
| 9 de fevereiro de 2026 | Comissão adota o Ato Delegado final (C(2026) 659) e o Ato de Implementação, detalhando derrogações, formatos de relatório e escopo |
| 19 de julho de 2026 | Proibição de destruição entra em vigor para grandes empresas |
| 19 de julho de 2030 | Proibição se estende a empresas de médio porte |