A confirmação ocorreu durante uma entrevista coletiva, antes de Rubio viajar para Manila. Segundo o secretário, autoridades chinesas continuam enviando equipes aos Estados Unidos para preparar a visita .
O comentário representa o sinal oficial mais claro de que a cúpula de setembro continua sendo uma prioridade diplomática para Washington, mesmo com o aumento das tensões entre as duas potências.
Alguns movimentos recentes indicam que o planejamento segue em andamento:
Durante a visita de maio, Trump e Xi concordaram em buscar uma “relação construtiva de estabilidade estratégica” entre os dois países .
Em 16 de julho de 2026, Trump afirmou, em um pronunciamento transmitido em horário nobre, que a República Popular da China teria realizado “o maior comprometimento de dados eleitorais da história” . O presidente alegou que Pequim teria obtido 220 milhões de registros de eleitores americanos a partir do ciclo eleitoral de 2020 e divulgou documentos de inteligência relacionados ao caso .
A China rejeitou imediatamente as acusações. Lin Jian afirmou que as alegações americanas eram “inteiramente fabricadas e destinadas a difamar a China” e declarou: “Não temos interesse em interferir nos assuntos internos dos Estados Unidos” .
Rubio reconheceu a existência das acusações, mas sinalizou que elas não devem interromper a preparação da visita . Posteriormente, o assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, direcionou o foco das investigações para “atores nefastos domésticos”, afirmando que “esta não é uma história sobre a China” .
Nesse contexto, a reunião de setembro aparece como uma continuidade da reaproximação diplomática iniciada durante a viagem de Trump a Pequim em maio. A visita produziu acordos comerciais e um compromisso político com a estabilidade bilateral . Manter o encontro mesmo após a troca pública de acusações reforça a tentativa de preservar a agenda de “estabilidade estratégica” defendida pelos dois lados .
Trump mencionou pela primeira vez a data de 24 de setembro enquanto discutia planos de construção na Casa Branca. Na ocasião, disse que a visita de Xi poderia coincidir com a semana de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York .
A coincidência permitiria que Xi participasse da sessão da Assembleia Geral da ONU e, em seguida, viajasse a Washington para a reunião bilateral. Na avaliação apresentada pelas fontes, esse calendário seria logisticamente conveniente para os dois governos .