O ano começou com ganhos generalizados: no fim de fevereiro, o retorno médio já era de +4,3%, com cerca de 75% dos fundos no azul naquele mês . As estratégias macro tiveram um começo especialmente forte, com ganhos de aproximadamente +4,15% em janeiro e +3,0% em fevereiro
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Em junho, os hedge funds registraram o terceiro ganho mensal consecutivo, com retorno médio ponderado de 2,4% . Os fundos macro globais lideraram o mês com 3,0%, seguidos de perto pelas estratégias de ações (2,9%)
. Fundos focados em commodities recuaram 2,3%, enquanto os fundos de tendência (CTA) ficaram ligeiramente negativos: ganhos em ouro e prata foram quase totalmente anulados por perdas em petróleo, café e dólar australiano
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Fundos que operam ações terminaram junho com retornos acumulados de dois dígitos no ano, ajudados por apostas vendidas em setores considerados lotados .
Somente em junho, os fundos administrados pela Citco registraram US$ 13,6 bilhões em captação líquida, elevando o total do primeiro semestre de 2026 para US$ 70,4 bilhões . Os fundos multigestão ficaram com a maior parte desses recursos: US$ 9,1 bilhões em junho e US$ 43,4 bilhões no acumulado do semestre
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Olhando para o quadro geral, o primeiro trimestre de 2026 registrou US$ 44,5 bilhões em entradas líquidas e, nos dois trimestres anteriores, o total foi de quase US$ 90 bilhões — o maior fluxo em dois trimestres desde 2007 . O capital total da indústria atingiu a marca recorde de US$ 5,22 trilhões no primeiro trimestre de 2026, o 14º trimestre consecutivo de alta
. Esse movimento dá continuidade ao forte ano de 2025, quando os hedge funds captaram cerca de US$ 116 bilhões — também o maior número anual desde 2007
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No acumulado do semestre, os fundos especializados em tecnologia lideraram os ganhos, impulsionados pelo rali contínuo das ações de semicondutores e empresas ligadas à IA . O macro global foi a categoria mais forte, exibindo retornos expressivos e a menor correlação com os mercados tradicionais
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As estratégias long/short em ações e event-driven (orientadas a eventos) também renderam forte retorno. O fundo event-driven da CastleKnight liderou entre os fundos individuais com impressionantes 42,3% de retorno até junho, enquanto o Melqart Opportunities subiu 29,1% . Gestores com exposição à Ásia dominaram as tabelas de desempenho: o TAL China Focus disparou 95,1%
. Curiosamente, fundos menores e especializados superaram a maioria dos gigantes multigestão no período
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Entre os grandes gestores multigestão, Point72 (de Steve Cohen) subiu 3,4% em junho, elevando o retorno do semestre para 14,5% . A Millennium ganhou 4,1% em junho e fechou o primeiro semestre com 10,5%, enquanto a Schonfeld subiu 2,5% no mês e 8,4% no semestre
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A recuperação dos hedge funds ocorreu em um ambiente de volatilidade incomum que, no fim das contas, favoreceu os gestores ativos:
Em resumo, a combinação de um rali resiliente das ações liderado pela IA, a desescalada do risco geopolítico após o choque inicial do Irã, lucros corporativos fortes e atividade recorde de IPOs e fusões e aquisições criou um ambiente favorável que impulsionou tanto os retornos dos hedge funds quanto a entrada sustentada de recursos dos investidores no primeiro semestre de 2026.