Na quarta-feira, 22 de julho, após o fechamento do mercado, será a vez de Alphabet (GOOGL/GOOG) e Tesla (TSLA) apresentarem seus balanços do segundo trimestre de 2026.
A dona do Google chega para o balanço após um primeiro trimestre espetacular. A receita foi de US$ 109,9 bilhões (alta de 22% na comparação anual), impulsionada pelo braço de nuvem (Cloud), que cresceu 63% e superou US$ 20 bilhões pela primeira vez. O lucro por ação (EPS) foi de US$ 5,11 (uma disparada de 82% em um ano) . A empresa também anunciou um aumento de 5% nos dividendos .
O que esperar para o 2º tri? O foco estará em:
A montadora de Elon Musk também divulga seus números na quarta-feira, com a teleconferência marcada para as 18h30 (horário de Brasília) . A Tesla chega com o vento a favor, vindo de um trimestre recorde de entregas: 480.126 veículos e impressionantes 13,5 GWh de armazenamento de energia (baterias), números que superaram as expectativas de Wall Street .
A grande narrativa deste balanço, porém, não são só os carros. O plano de gastos (capex) da Tesla é o centro das atenções: a empresa planeja investir US$ 25 bilhões neste ano, o triplo do ano passado, nos robôs Optimus e nos táxis autônomos (Cybercabs) . Os investidores também vão ficar de olho nas margens de lucro dos automóveis e do setor de energia.
A China divulgou uma enxurrada de dados que mostram uma economia perdendo força:
A convergência desses eventos cria um cenário de forte volatilidade para os mercados globais, incluindo o Brasil. A combinação da política monetária do BCE, os lucros dos gigantes de tecnologia americanos e a saúde frágil da economia chinesa vai ditar o ritmo dos negócios na segunda metade do ano.
O verdadeiro curinga da semana é o petróleo. A escalada do preço do barril, diretamente ligada ao risco geopolítico no Oriente Médio, pode mudar as expectativas para o BCE e outros bancos centrais, além de pressionar a inflação global. Para o investidor brasileiro, fica o recado: cautela e atenção redobrada.