O oleoduto, construído originalmente em 1952, conecta os campos petrolíferos de Kirkuk, no norte do Iraque, ao porto sírio de Baniyas, no Mediterrâneo . Está inoperante desde 2003, quando sofreu danos durante a invasão do Iraque liderada pelos EUA, e sua infraestrutura necessita de reparos extensos, incluindo novas estações de bombeamento, tanques de armazenamento e sistemas elétricos .
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Extensão | ~800 km (algumas fontes citam 850–891 km) |
| Capacidade original | 300.000 barris por dia (bpd) |
| Capacidade expandida planejada | Configuração de linhas duplas capaz de 1,5 a 2 milhões de bpd |
| Status | Construído em 1952; inoperante desde 2003; requer reabilitação completa |
| Rota | Campos de petróleo de Kirkuk (norte do Iraque) → Haditha → Baniyas, na Síria |
O plano de reabilitação contempla um sistema moderno de linhas duplas que transportaria petróleo bruto pesado e leve, com algumas fontes indicando uma capacidade de até 2,2 milhões de bpd . Estima-se que a construção leve aproximadamente 36 meses .
A fase inicial de estudos envolve um consórcio que inclui a gigante petrolífera americana Chevron, a empresa de investimentos dos EUA Capital TI e a parceira do Catar UCC . O gabinete do Iraque aprovou que a Basra Oil Company assinasse um acordo de intenções e um acordo de confidencialidade com este consórcio para preparar estudos de viabilidade técnica e financeira para projetos estratégicos de oleodutos de exportação de petróleo .
As estimativas de custo variam amplamente, refletindo a diferença entre reabilitar a linha simples existente e construir um novo sistema de capacidade dupla:
Estes números são preliminares, pois o consórcio ainda não concluiu seus estudos de viabilidade . Algumas estimativas anteriores sugeriram que reabilitar a linha antiga para 700.000 bpd custaria cerca de US$ 8 bilhões, enquanto construir oleodutos duplos totalmente novos poderia custar aproximadamente US$ 4,5 bilhões .
A revitalização do oleoduto Kirkuk-Baniyas é uma proteção estratégica direta contra a capacidade do Irã de bloquear o Estreito de Ormuz, um estreito gargalo por onde passam cerca de 20 milhões de bpd de petróleo . Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA afirmou que a rota "poderia reduzir a capacidade do Irã de bloquear o fornecimento de petróleo através do Estreito de Ormuz" . O Irã ameaçou periodicamente fechar o estreito em meio a hostilidades entre EUA e Irã, tornando o oleoduto uma peça crítica da infraestrutura de segurança energética .
Ao direcionar o petróleo bruto iraquiano por terra até o Mediterrâneo, em Baniyas, o oleoduto cria um corredor que contorna Ormuz, permitindo que as exportações iraquianas cheguem aos mercados globais através do Mar Mediterrâneo sem transitar pelo Golfo Pérsico . O Departamento de Estado dos EUA descreveu o projeto como "um projeto de infraestrutura prioritário" .
O MoU do oleoduto é um componente de uma série muito maior de acordos totalizando mais de US$ 60 bilhões em valor, assinados entre o Iraque e empresas petrolíferas ocidentais (predominantemente dos EUA) durante a visita do primeiro-ministro Al-Zaidi a Washington . A Reuters confirmou que "acordos, MOUs assinados na cúpula excederam US$ 60 bilhões" , enquanto a Associated Press informou "cerca de US$ 60 bilhões em acordos e parcerias" .
Os principais componentes do pacote mais amplo incluem:
Os negócios fazem parte de uma estratégia mais ampla dos EUA para aprofundar os laços energéticos com o Iraque e reduzir a dependência da região das rotas de trânsito de Ormuz em meio ao conflito contínuo entre EUA e Irã .