O que aconteceu. O atacante da seleção dos EUA, Folarin Balogun, foi expulso nas oitavas de final contra a Bósnia-Herzegovina em 1º de julho de 2026, o que, pelas regras, lhe renderia uma suspensão automática de um jogo . No dia 5 de julho — véspera das oitavas contra a Bélgica — a FIFA anunciou que estava suspendendo a punição com base no Artigo 27 do seu Código Disciplinar, liberando Balogun para atuar
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Artigo 27 usado de forma unilateral. O Artigo 27, que trata da "Suspensão da Execução de Medidas Disciplinares", permite congelar provisoriamente uma punição, geralmente em "circunstâncias excepcionais" . De acordo com o jornal britânico The Times, a decisão foi tomada exclusivamente pelo presidente do Comitê Disciplinar da FIFA, Mohammad al-Kamali, um dirigente dos Emirados Árabes Unidos, sem qualquer consulta ou informação aos outros 17 membros do comitê
. A vice-presidente e os demais integrantes não foram informados nem consultados
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O telefonema de Trump. O presidente Donald Trump confirmou no dia 6 de julho que havia ligado para Gianni Infantino na semana anterior para pedir uma revisão do cartão vermelho de Balogun . "Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que foi falta", declarou Trump
. Múltiplas fontes, incluindo a ABC News, corroboraram que Trump fez a ligação pessoalmente para Infantino
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Denúncia da FairSquare ao COI. A ONG de direitos humanos FairSquare apresentou uma queixa formal ao Comitê Olímpico Internacional (COI) alegando que Infantino violou repetidamente as regras de neutralidade política ao apoiar o presidente Trump . A denúncia, recebida pelo COI em 15 de julho, cita especificamente a reversão do caso Balogun e os laços estreitos de Infantino com Trump como motivos para investigação
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Reação de parlamentares europeus. Cinquenta parlamentares europeus apoiaram a queixa ética inicial da FairSquare contra Infantino no início de julho . Em um desdobramento posterior, 72 membros do Parlamento Europeu assinaram uma demanda por uma investigação sobre a conduta de Infantino, em relação à interferência de Trump e à decisão sobre Balogun.
CEO da US Soccer, JT Batson. Batson se distanciou publicamente da interferência de Trump e do processo de reversão da FIFA. Ele afirmou que a US Soccer não solicitou o envolvimento de Trump e enfatizou que a organização respeita os procedimentos disciplinares padrão da competição.
Capitão dos EUA, Tim Ream. Questionado sobre a controvérsia, Ream disse que a equipe tentou se concentrar na partida, embora tenha reconhecido a natureza incomum da decisão. Ele expressou alívio por Balogun estar disponível, mas evitou comentar a dimensão política do caso.
Em entrevista ao programa CBS Mornings, Balogun disse que ficou "definitivamente em choque" ao receber o cartão vermelho . Ele descreveu os dias seguintes como um "turbilhão" de atenção e pressão, reconhecendo que o envolvimento do presidente dos EUA adicionou uma camada extraordinária de escrutínio que ele não havia antecipado. "Fiquei feliz por voltar ao time", disse, mas achou a controvérsia ao redor do episódio desafiadora
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O caso Balogun — uma decisão unilateral baseada no Artigo 27 tomada pelo presidente do Comitê Disciplinar após um telefonema presidencial direto — gerou uma denúncia ética no COI, uma demanda de investigação por 72 parlamentares europeus e danos reputacionais significativos para a FIFA. No entanto, o caminho de Infantino para a reeleição permanece praticamente livre de obstáculos, com mais de 200 das 211 associações filiadas apoiando sua candidatura .