A enxurrada de emissões de dívida das grandes empresas de tecnologia ('hyperscalers') para financiar a expansão da inteligência artificial está começando a pressionar o mercado de crédito corporativo dos EUA de forma visível. Os spreads (prêmio de risco) estão subindo, a recepção das novas ofertas está esfriando e grandes gestoras, como a Fidelity, estão ativamente reduzindo sua exposição. Veja abaixo o que as evidências mostram sobre volumes de emissão, comportamento dos spreads, sentimento dos investidores e riscos futuros.
1. O volume é historicamente sem precedentes
- Emissões já superam 2025: Só nos primeiros 4,5 meses de 2026, a emissão bruta de dívida de hyperscalers e empresas ligadas à IA atingiu cerca de US$ 152 bilhões, superando o total de todo o ano de 2025
. Até julho de 2026, a emissão global de dívida ligada à IA somava aproximadamente US$ 335 bilhões no ano, mais que o dobro do ritmo de 2025
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- BofA revisou para cima: O Bank of America aumentou sua previsão de emissão de dívida com grau de investimento ('investment grade') das hyperscalers em 2026 em 25%, para US$ 175 bilhões, depois da estreia recorde da Amazon no mercado de eurobônus (€ 14,5 bilhões em março, a maior venda corporativa em euros da história)
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