Em 25 dos 36 países, uma parcela maior de entrevistados tinha uma visão favorável da China do que dos EUA . As opiniões favoráveis aos EUA sofreram quedas de dois dígitos percentuais no último ano em países como Indonésia, Itália, Nigéria, África do Sul, Coreia do Sul e Turquia . Globalmente, mais pessoas disseram confiar em Xi Jinping do que em Donald Trump em 22 países . O relatório dedicado do Pew, "Views of China and Xi Are Improving Globally" (junho de 2026), concluiu que os ganhos de imagem da China se deveram "em parte à melhora da imagem da China – mas, especialmente, à deterioração das opiniões sobre os EUA" .
A pesquisa do Pew perguntou explicitamente sobre a condução de Trump em questões-chave de política externa, incluindo sua política tarifária . Trump recebeu avaliações majoritariamente negativas internacionalmente . A percepção de que os EUA são um "parceiro não confiável" disparou. De acordo com o relatório de junho de 2026 do Pew, apenas 23% dos entrevistados nos países pesquisados disseram confiar em Trump para agir corretamente nos assuntos mundiais . O questionário da pesquisa incluía uma pergunta específica sobre a "política tarifária dos EUA" como uma métrica de confiança .
Os dados do Pew mostraram que o envolvimento militar dos EUA no Irã prejudicou ainda mais a imagem americana. Na Coreia do Sul e em outros países pesquisados, a popularidade dos EUA caiu "em conjunto com a guerra no Irã" . Trump recebeu notas especialmente baixas por sua condução da situação no Irã .
O declínio dos EUA foi particularmente acentuado entre aliados de longa data. O relatório de junho de 2026 do Pew constatou que apenas 33% dos canadenses viam os EUA de forma favorável em 2026, contra 54% em 2024 . Apenas 35% dos canadenses consideravam os EUA um parceiro confiável, em comparação com 83% em 2022 . Os dados do Pew confirmaram "declínios particularmente acentuados em países que há muito mantêm laços econômicos e de segurança estreitos" com Washington .
A imagem favorável da China melhorou em muitos países, especialmente onde Pequim buscou uma diplomacia ativa e investimentos em infraestrutura . A confiança na liderança de Xi Jinping cresceu em relação à de Trump, com Xi sendo avaliado de forma mais favorável em 22 dos 36 países da pesquisa . Em todos os países pesquisados, a mediana de 51% tinha uma visão favorável da China, contra 39% com uma visão desfavorável .
Em janeiro de 2026, o primeiro-ministro canadense Mark Carney viajou a Pequim e anunciou um acordo comercial que eliminou a tarifa de 100% do Canadá sobre veículos elétricos chineses em troca da redução das tarifas retaliatórias da China sobre produtos agrícolas canadenses, como a canola . O Canadá permitirá inicialmente 49 mil EVs chineses por ano a uma taxa de tarifa de 6,1%, subindo para 70 mil no quinto ano . Relatos descreveram a medida como um "desvio significativo da política dos EUA" e um sinal de que o Canadá estava "falando sério sobre se afastar dos EUA" .
A Pesquisa Mundial do Gallup de 2025 (divulgada entre abril e junho de 2026) confirmou a tendência de forma independente: a aprovação da liderança global da China atingiu uma mediana de 36%, enquanto a dos EUA ficou em 31% — uma diferença de 5 pontos percentuais, a maior já registrada pelo Gallup a favor da China . A reprovação aos EUA atingiu um recorde de 48% . A pesquisa do Gallup cobriu mais de 130 países .
Dentro dos EUA, a pesquisa do Pew de março de 2026 constatou que 27% dos americanos tinham uma visão favorável da China, um aumento de 6 pontos percentuais em relação aos anos anteriores — a primeira alta após quase uma década de opiniões negativas . Embora ainda sejam minoria, a tendência mostra um abrandamento modesto da opinião pública americana em relação à China . O aumento veio principalmente de democratas e independentes com tendência democrata .
O principal motor dessa reviravolta histórica não foi um aumento na simpatia global pela China, mas um declínio acentuado na popularidade dos EUA, impulsionado pelas tarifas de Trump, o conflito militar no Irã e uma percepção generalizada de que os EUA não são confiáveis . Os modestos ganhos de imagem da China, o aumento dos índices de confiança em Xi Jinping e as vitórias diplomáticas, como o acordo de tarifas de EVs com o Canadá, reforçaram a mudança, mas os próprios analistas do Pew e vários veículos de imprensa enfatizam que o colapso dos EUA foi o fator decisivo .