O conflito remonta à aquisição da VMware pela Broadcom, concluída em novembro de 2023 por aproximadamente US$ 65-69 bilhões . Após a aquisição, a Broadcom reestruturou radicalmente o ecossistema de parceiros da VMware. Os principais eventos incluem:
A Broadcom substituiu o antigo modelo de pagamento por uso (pay-as-you-go) do VCSP por compromissos obrigatórios de assinatura anual de três anos, com preços-base pré-determinados, independentemente do uso real. A CISPE argumenta que isso "destrói o princípio operacional fundamental da computação em nuvem" . O site The Register noticiou que a Broadcom "baixou o martelo" sobre os VCSPs, migrando para um modelo apenas para convidados, com muito menos provedores autorizados
. Relatórios indicam que, em janeiro de 2026, apenas 19 VCSPs permaneciam nos EUA
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Em 19 de março de 2026, a CISPE protocolou uma denúncia formal de concorrência junto à Diretoria-Geral de Concorrência da Comissão Europeia . Esta foi a segunda grande denúncia antitruste da CISPE contra um fornecedor dominante dos EUA, após uma queixa anterior contra a Microsoft por práticas de licenciamento de nuvem, que foi resolvida em 2024
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A denúncia solicita:
A CISPE caracterizou a conduta da Broadcom como "atropelar a capacidade de nuvem soberana da Europa" e classificou-a como um "abuso de posição dominante" . O grupo alertou que as mudanças representavam uma "sentença de morte" para pequenos provedores de nuvem europeus
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Paralelamente à denúncia, há uma ação judicial separada. Em 23 de julho de 2025, a CISPE entrou com uma ação de anulação (Processo T-503/25) no Tribunal Geral da UE contra a decisão da Comissão Europeia, de 12 de julho de 2023, que aprovou condicionalmente a aquisição da VMware pela Broadcom . A CISPE alega que a Comissão não avaliou adequadamente os riscos anticompetitivos, especialmente o risco de a Broadcom impor posteriormente termos de licenciamento restritivos – um resultado que a CISPE afirma ter se materializado
. O caso está listado como pendente na base de dados InfoCuria da UE
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A disputa faz parte de um movimento europeu mais amplo para reduzir a dependência dos grandes provedores de nuvem dos EUA (hyperscalers) e construir infraestrutura de nuvem local. A CISPE enquadrou explicitamente a luta em termos de soberania, argumentando que as práticas da Broadcom "dizimam" o ecossistema europeu de provedores de serviços em nuvem, aumentam os custos e eliminam a escolha do cliente . Reguladores europeus estão cada vez mais examinando táticas de licenciamento e parceria que podem prender provedores europeus a pilhas tecnológicas americanas.
A Broadcom "discordou veementemente" das caracterizações da CISPE, afirmando à CRN que o grupo "distorce as realidades do mercado". A empresa argumenta que as mudanças no VCSP são um realinhamento legítimo dos negócios e que os parceiros têm alternativas . A Broadcom também levantou objeções processuais na investigação em andamento da UE, incluindo a invocação do privilégio legal profissional dos EUA para reter correspondência e a tentativa de suspender os pedidos de informação da Comissão
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A Comissão Europeia agora avalia se deve impor medidas provisórias – um recurso extraordinário que bloquearia temporariamente as mudanças no programa da Broadcom enquanto a investigação completa prossegue. O caso no Tribunal Geral, separadamente, desafia a base legal da própria fusão. O resultado de ambos os processos pode ter implicações significativas sobre como grandes empresas de tecnologia estruturam seus programas de licenciamento e parceria na Europa e para a trajetória mais ampla da concorrência em nuvem e da soberania digital europeia.