A Ucrânia intensificou os ataques com drones a refinarias russas a partir de agosto de 2025 — só entre agosto e outubro foram pelo menos 28 ataques, mais do que nos sete primeiros meses do ano —, desativando temporari... A Rússia conseguiu compensar parte das perdas usando capacidade ociosa de refino, limitando a qu...

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A campanha de drones da Ucrânia contra refinarias de petróleo russas — que se intensificou dramaticamente a partir de agosto de 2025 — causou danos significativos à infraestrutura de refino, desencadeou uma escassez interna de combustíveis e forçou Moscou a impor uma cascata de proibições de exportação e medidas de importação. No entanto, a Rússia conseguiu compensar parcialmente as perdas de produção usando capacidade ociosa de refino, evitando um colapso total.
A escala da campanha de drones foi inédita. A Ucrânia lançou pelo menos 28 ataques com drones a refinarias russas entre agosto e outubro de 2025, contra 21 em todo o primeiro semestre do ano . No início de 2026, o número de refinarias atacadas já havia praticamente dobrado em comparação ao mesmo período de 2025
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Capacidade desativada. Em setembro de 2025, a Reuters calculou que os ataques ucranianos haviam desativado cerca de 3,3 milhões de toneladas métricas (4%) da capacidade total de refino da Rússia . Outras estimativas apontavam que aproximadamente 10% da capacidade de refino havia sido desligada em vários momentos
. O The Moscow Times observou que, embora alguns veículos tenham noticiado uma perda de 38% da capacidade, a interrupção operacional real era menor, já que a Rússia tem uma capacidade nominal de 327 milhões de toneladas/ano — os 38% representam a capacidade total das refinarias que foram atacadas, e não a capacidade que efetivamente parou
.
Queda no processamento. O processamento de petróleo bruto na Rússia caiu para cerca de 5,1 milhões de barris por dia (bpd) em agosto de 2025 e depois para aproximadamente 4,9 milhões de bpd em setembro — uma redução de 300.000 a 500.000 bpd em relação às previsões . No acumulado de 2025, a produção doméstica de refino caiu 1,7% em relação a 2024, para 262,3 milhões de toneladas
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Efeito de compensação. A Rússia usou a capacidade ociosa de refino para limitar a queda geral do processamento a cerca de 3% em 2025, de acordo com fontes da Reuters . A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que a supressão da produção nas refinarias devido aos ataques de drones deve persistir pelo menos até meados de 2026
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Duas refinarias foram particularmente atingidas e ilustram o alcance estratégico e o dano cumulativo da campanha.
Gazprom Neftekhim Salavat (Bashkortostan). Um dos maiores complexos petroquímicos e de refino da Rússia, a mais de 1.300 km da Ucrânia. Foi atingida por drones em 18 de setembro de 2025, incendiando a unidade de destilação de petróleo bruto ELOU-AVT-4 . Um segundo ataque atingiu a mesma instalação menos de uma semana depois, em 24 de setembro, com fontes relatando que uma "unidade significativa" foi tomada pelas chamas
. Foi atingida novamente em julho de 2026, com as Forças de Operações Especiais da Ucrânia relatando que a unidade crítica de destilação de petróleo AVT-6 foi atingida
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Refinaria Afipsky (região de Krasnodar). Uma refinaria no sul da Rússia que fornece combustível para as forças armadas russas . Foi atacada repetidamente — pelo menos seis incêndios documentados causados por drones entre agosto de 2025 e junho de 2026
. Em cada ocasião, as autoridades locais relataram que os incêndios foram extintos, com alguns danos a equipamentos
. O efeito cumulativo contribuiu para a escassez regional de combustível
. Autoridades ucranianas descreveram a refinaria Afipsky como um alvo prioritário por seu papel no abastecimento das forças de ocupação russas
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A escassez se materializou. A BBC Verify e a BBC Russian reportaram que, em outubro de 2025, aproximadamente 21 das 38 principais refinarias da Rússia haviam sido atingidas, levando à escassez de combustível e ao aumento de preços em várias regiões russas .
Aumento paradoxal das exportações. A redução da capacidade de refino doméstico fez com que a Rússia tivesse mais petróleo bruto não refinado disponível para exportação. A Rússia aumentou as exportações de petróleo bruto dos portos ocidentais para quase 2 milhões de bpd em agosto de 2025, cerca de 200.000 bpd acima das projeções anteriores . A Bloomberg descreveu o fenômeno como "os ataques de drones da Ucrânia impulsionando um aumento nas exportações de petróleo russo"
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Crise reconhecida. Em junho de 2026, o governo russo reconheceu pela primeira vez que os ataques aéreos haviam levado a "complicações temporárias no abastecimento" . O vice-primeiro-ministro Alexander Novak admitiu que a produção de petróleo bruto estava caindo, pois as refinarias passavam por reparos não programados
. Em julho de 2026, a crise já afetava cerca de 50 milhões de pessoas, aproximadamente 35% da população russa, com a Crimeia declarando estado de emergência e proibindo a venda de combustível
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Moscou introduziu um conjunto escalonado de restrições às exportações e medidas de importação em resposta direta ao aperto na oferta causado pelos drones:
Os ataques de drones foram estrategicamente eficazes: não colapsaram a produção geral de refino da Rússia (que caiu apenas cerca de 3% em 2025 graças à capacidade ociosa ), mas atingiram repetidamente refinarias críticas, forçaram manutenções não programadas, criaram escassez localizada e picos de preços
e compeliriam Moscou a impor proibições de exportação cada vez mais amplas sobre gasolina, diesel e querosene de aviação — culminando na medida inédita de importar combustível em meados de 2026
. A AIE espera que a supressão da produção nas refinarias russas persista até meados de 2026
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A Ucrânia intensificou os ataques com drones a refinarias russas a partir de agosto de 2025 — só entre agosto e outubro foram pelo menos 28 ataques, mais do que nos sete primeiros meses do ano —, desativando temporari...
A Ucrânia intensificou os ataques com drones a refinarias russas a partir de agosto de 2025 — só entre agosto e outubro foram pelo menos 28 ataques, mais do que nos sete primeiros meses do ano —, desativando temporari... A Rússia conseguiu compensar parte das perdas usando capacidade ociosa de refino, limitando a queda da produção a cerca de 3% em 2025, mas os ataques repetidos a refinarias críticas — como a Gazprom Neftekhim Salavat,...
A crise forçou Moscou a decretar uma série de proibições de exportação (gasolina, diesel e querosene de aviação) e, em julho de 2026, a importar derivados de petróleo pela primeira vez.