O livro-razão não foi desenhado para substituir os sistemas de pagamento existentes, mas sim como uma "camada de orquestração compartilhada" que valida e sincroniza a coordenação de pagamentos interbancários entre qualquer forma de valor tokenizado regulado . Ele é construído sobre fundações de código aberto, usando uma arquitetura compatível com a Ethereum Virtual Machine (EVM) baseada no Hyperledger Besu .
Em 14 de julho de 2026, o Emirates NBD se tornou o primeiro banco no Oriente Médio a oferecer pagamentos transfronteiriços em dólar em tempo real usando a rede blockchain Partior . O J.P. Morgan está apoiando a liquidação durante a fase inicial . O serviço permite que clientes corporativos enviem pagamentos em dólar para beneficiários do J.P. Morgan instantaneamente, com disponibilidade 24 horas por dia, 7 dias por semana .
O lançamento é um resultado direto do endosso do Banco Central dos Emirados Árabes Unidos (UAE) ao stablecoin DDSC atrelado ao dirham (AED) em fevereiro de 2026 e do arcabouço regulatório mais amplo de Serviços de Pagamento Tokenizados, que pressionaram os bancos locais a saírem de experimentos para produtos blockchain ao vivo e geradores de receita . O Emirates NBD investiu mais de AED 1 bilhão em transformação digital, com mais de 91% de suas transações agora ocorrendo por canais digitais .
Em 5 de junho de 2026, o JPMorgan Chase, Citigroup, Bank of America, Wells Fargo e mais de uma dúzia de outros grandes bancos americanos anunciaram uma rede conjunta de depósitos tokenizados por meio do The Clearing House . O sistema permitirá a compensação e liquidação on-chain de depósitos tokenizados 24 horas por dia, 7 dias por semana, com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2027 .
A iniciativa é explicitamente enquadrada como uma medida defensiva para evitar a saída de depósitos para stablecoins não regulamentadas, como USDT e USDC . Como informou o Wall Street Journal, os bancos estão agindo "para neutralizar os desafios impostos pelas empresas de criptomoedas" .
O JPM Coin (ticker JPMD) do JPMorgan serve como precursor ao vivo dessa rede. Em 2025, o JPM Coin processava mais de US$ 10 bilhões em transações diárias, incluindo operações compromissadas intradiárias e pagamentos transfronteiriços . Ele foi implantado na rede Base da Coinbase em novembro de 2025, marcando a primeira vez que um banco sistemicamente importante globalmente colocou um token de depósito em um blockchain público .
Os números absolutos das stablecoins são enormes, mas a maior parte dessa atividade não representa pagamentos no mundo real.
Isso significa que, embora os volumes brutos de stablecoins ofusquem a atividade blockchain dos bancos hoje, a diferença diminui significativamente quando filtramos apenas os pagamentos genuínos. Os volumes de depósitos tokenizados dos bancos ainda são incipientes, mas podem escalar mais rapidamente porque se conectam diretamente aos relacionamentos bancários correspondentes existentes, pools de liquidez e estruturas de conformidade.
Três desenvolvimentos regulatórios estão impulsionando o cronograma acelerado para as iniciativas blockchain dos bancos.
O momento atual é definido não apenas pelo progresso, mas por várias tensões não resolvidas.
O verão de 2026 marca o momento em que o blockchain passou de um experimento de nicho para uma parte central do roteiro de infraestrutura financeira. Os próximos 12 a 18 meses determinarão se essa infraestrutura se unificará em torno de um padrão global único ou se fragmentará em redes concorrentes.