A reestruturação já estava em andamento: em março de 2026, a Volkswagen anunciou o corte de 50 mil postos de trabalho na Alemanha até 2030, afetando todas as marcas do grupo, incluindo Audi e Porsche . Em 13 de julho, Blume enviou um memorando interno aos funcionários afirmando que até 50 mil cortes adicionais em todo o mundo podem ser necessários para acompanhar os concorrentes, confirmando que a empresa agora considera um total de até 100 mil demissões
.
O conselho de supervisão se reuniu em 9 de julho para avaliar o "Zukunftsplan" (plano futuro) de Blume, que propunha :
O conselho rejeitou a proposta por 12 votos a 7 . Os representantes dos trabalhadores (que ocupam 10 das 19 cadeiras do conselho) e o estado da Baixa Saxônia votaram contra, bloqueando a reestruturação mais agressiva da história da empresa
.
A Volkswagen identificou que enfrenta uma desvantagem de custos de aproximadamente 20% em relação aos concorrentes . A empresa já havia anunciado a meta de reduzir custos em 20% em todas as marcas até o final de 2028
. Os cortes de empregos e o fechamento de fábricas eram vistos como medidas essenciais para fechar essa lacuna.
Após a reunião do conselho, a diretoria apresentou poucos detalhes específicos sobre cortes de empregos ou fechamento de fábricas . O plano aprovado carecia de metas concretas de redução de pessoal, e o comunicado do conselho foi notavelmente vago – descrito por analistas citados pela Reuters como "basicamente uma coleção de aspirações"
.
Blume conseguiu aprovação para seu plano estratégico de longo prazo para produtos e capacidade, mas seu drástico programa de cortes de empregos e fechamento de fábricas foi bloqueado por uma votação de 12 a 7 no conselho. A empresa agora enfrenta um período de impasse, sem um plano concreto para a força de trabalho até, pelo menos, setembro.