Quem entrou com a ação: A Stichting Massaschade & Consument (SMC), uma organização sem fins lucrativos de defesa do consumidor holandesa, entrou com o processo em nome de aproximadamente 1,7 milhão de usuários holandeses do PlayStation .
O argumento central: A comissão de 30% da Sony sobre cada venda na PlayStation Store — um "imposto Sony" ao qual os jogos físicos no varejo não estão sujeitos — inevitavelmente inflacionará os preços dos jogos quando a alternativa do disco físico for eliminada . A ação busca € 400 milhões (aproximadamente US$ 457 milhões) em indenizações
. A SMC argumenta que a decisão de eliminar os discos "essencialmente destrói a própria defesa da Sony", pois elimina a única concorrência de preços (os discos no varejo) que limitava a comissão de 30%
.
Evidências de preços citadas no caso: Consumidores holandeses supostamente pagam 47% a mais por jogos digitais do PlayStation do que por cópias físicas — uma diferença estrutural criada pela comissão de 30% da plataforma em comparação com os royalties pagos pelos varejistas nos discos . Relatórios indicam que os jogos físicos para PS5 são rotineiramente dezenas de euros mais baratos do que seus equivalentes digitais por esse motivo
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A presidente da SMC, Lucia Melcherts, resumiu a posição do grupo: "O fim dos discos físicos remove o último lugar onde um jogo de PlayStation ainda podia ser comprado e vendido a um preço competitivo. Sem discos, não há mercado de segunda mão" .
Em 13 de julho de 2026, dois parlamentares mexicanos anunciaram que entrariam com uma denúncia formal antitruste junto à Comissão Nacional Antitruste do México, embora ela ainda não tivesse sido formalmente protocolada .
Quem: A deputada federal Iraís Reyes e o senador Luis Donaldo Colosio, ambos membros do partido Movimento Cidadão, no México .
O argumento deles: A eliminação dos discos físicos pela Sony concentraria todo o mercado de jogos na PlayStation Store fechada da Sony, criando um monopólio que prejudica consumidores, varejistas independentes e desenvolvedores de jogos . Reyes classificou a conduta da Sony como monopolista e disse que a medida "viola a lei"
. O senador Colosio observou que a medida prejudicaria os varejistas locais e acabaria com o mercado de segunda mão
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Essas ações judiciais são anteriores ao anúncio dos discos de julho de 2026, mas permanecem ativas e ganharam nova relevância à medida que a eliminação dos discos remove o último parâmetro de preços competitivos:
Múltiplas fontes observam que varejistas de jogos e entidades do setor condenaram a decisão, argumentando que ela elimina a concorrência no varejo e destrói o mercado de jogos usados . A Reuters e outros veículos relatam que os varejistas temem uma perda significativa de receita com o desaparecimento das vendas de jogos físicos
. A própria petição foi iniciada por Jade Pearce, CEO de uma varejista independente de jogos canadense
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Até meados de julho de 2026, a Sony não emitiu nenhuma declaração pública respondendo à ação coletiva holandesa, à denúncia antitruste mexicana, aos processos pré-existentes no Reino Unido/EUA ou à petição . A única comunicação pública da empresa continua sendo a postagem original no blog do PlayStation em 1º de julho, anunciando a eliminação gradual, que não ofereceu uma justificativa detalhada além de citar "preferências do consumidor"
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Se a Sony prosseguir com a eliminação dos discos conforme planejado, os novos jogos para PlayStation lançados após janeiro de 2028 estarão disponíveis apenas como downloads digitais ou como uma caixa contendo apenas um código de download — sem disco dentro . Isso elimina a capacidade de comprar, vender, trocar, emprestar ou revender discos de jogos físicos e remove a pressão competitiva de preços que o varejo físico proporciona. Os desafios legais e regulatórios observados acima buscam reverter a decisão ou compensar os consumidores pelos preços mais altos que, segundo eles, resultarão.