Outro ponto crítico é o custo. Em muitos países da UE, a eletricidade continua duas a três vezes mais cara que o gás natural por unidade de energia . Isso desestimula famílias e empresas a trocarem aquecedores a gás por bombas de calor, veículos elétricos ou processos industriais elétricos. Enquanto o preço da eletricidade não se desvincular da volatilidade do gás, a diferença de competitividade persistirá
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Birol é enfático ao descartar qualquer possibilidade de a Europa voltar a importar gás da Rússia. Na entrevista de 10 de julho de 2026, ele "excluiu a hipótese de retorno ao gás russo" e afirmou que a dependência de longo prazo de Moscou é a causa raiz dos altos preços atuais da eletricidade . Em maio, ele já havia advertido que afrouxar as sanções à energia russa seria "um grande equívoco"
. A UE oficialmente proibirá as importações de gás russo a partir de 2027
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Birol classifica a crise energética desencadeada pelas interrupções no Estreito de Ormuz como "a maior ameaça à segurança energética global da história" . Em Davos, em janeiro de 2026, ele disse que "eletrificar tudo" é essencial para a prosperidade e a segurança da Europa
. Para ele, a janela de oportunidade é crítica: esperar só aprofundará a dependência de combustíveis fósseis e elevará os custos.
Paralelamente, o presidente-designado da COP31, o ministro turco Murat Kurum, propôs uma nova meta global voluntária: que a eletricidade atenda 35% da demanda final de energia do mundo até 2035, ante cerca de 20% atualmente . O anúncio foi feito nas Reuniões Climáticas da ONU em Bonn, em junho de 2026. A meta é não-vinculativa, mas busca aumentar a ambição global e já conta com apoio de vários governos, impulsionado pelo choque de segurança energética causado pelo conflito no Irã
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Todas as afirmações são baseadas em entrevistas da Euronews com Birol (julho e maio de 2026), Reuters, UNFCCC, dados da Eurelectric e da Agência Europeia do Ambiente. Nenhuma evidência contraditória foi encontrada nos resultados da busca.