França: O IPC nacional caiu para 1,8% em junho na comparação anual, queda forte ante os 2,4% de maio e abaixo dos 2,1% esperados pelos economistas . O INSEE divulgou a estimativa provisória em 30 de junho, e os dados foram confirmados posteriormente
. O IHPC ficou em 2,0%, retornando à meta do BCE
.
Motor principal nos dois países: Alívio no crescimento dos preços de energia. Na Alemanha, a inflação de energia desacelerou para 3,4%, ante 6,6% em maio, com forte queda nos custos de combustíveis . Os dados franceses apontaram na mesma direção, com recuo acentuado nos preços de derivados de petróleo
. Na França, o IPC mensal caiu 0,2% — a primeira queda em cinco meses — puxado pela energia
.
A estimativa rápida para a zona do euro caiu para 2,8% em junho, ante 3,2% em maio e abaixo do consenso de 3,0% da Reuters . O Eurostat publicou a estimativa em 1º de julho de 2026
. A inflação subjacente (excluindo alimentos e energia voláteis) desacelerou para 2,4%, ante 2,6%
. A inflação de serviços caiu para 3,2%, ante 3,5%
.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que os próximos passos do banco dependem dos dados que chegarem. As atas de junho mostraram que o banco previa inflação em alta apesar de quase três aumentos de juros esperados, indicando que os formuladores de política monetária não querem declarar vitória cedo demais .
O BCE acabou de subir os juros. Na reunião de 10 a 11 de junho, o BCE elevou a taxa de depósito em 25 pontos-base, para 2,25%, o primeiro aumento desde 2023, citando pressões inflacionárias do conflito no Oriente Médio .
Pausa em julho é agora o cenário básico. O recuo inesperadamente rápido dos preços de energia no fim de junho "aliviou ainda mais a pressão sobre os formuladores de política do BCE para elevarem os juros no mês que vem", reportou a Reuters, citando quatro fontes do BCE . Os dados de inflação combinados de junho — todos abaixo das previsões — "reduziram a pressão sobre o BCE para elevar as taxas de juros no curto prazo"
. Na véspera da reunião de 23 de julho, o mercado precificava 82% de probabilidade de manutenção dos juros
.
Mas ainda se espera uma alta em setembro ou outubro. Os investidores ainda esperam que o BCE faça cerca de dois aumentos de juros adicionais no próximo ano para conter os efeitos da guerra no Irã sobre os preços de energia . O Scotiabank destacou que o BCE provavelmente anunciará outro aumento de 25 pontos-base em sua decisão de julho ou setembro, com riscos inclinados para um terceiro
. Uma reportagem da Reuters em 9 de julho afirmou que o caso para uma alta mais adiante "permanecia firme"
.
Diretores do BCE mantêm opções em aberto. O presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, disse após a reunião de junho que os formuladores de política não descartaram um aumento em julho, mas que era prematuro decidir . As atas de junho do BCE mostraram que os diretores concordaram em evitar dar orientações sobre o caminho futuro das taxas, citando a elevada incerteza econômica
.
Conclusão: A forte desinflação, puxada pela energia, na Alemanha e na França — ambas abaixo do consenso — torna a pausa em julho altamente provável. O caso para uma alta mais adiante (setembro ou outubro) permanece intacto, mas agora depende de se o recuo do petróleo vai persistir e se a inflação subjacente e de serviços continuará elevada. A reunião de 23 de julho está marcada como uma reunião de dois dias (23 a 24 de julho), com coletiva de imprensa .