O principal motor de crescimento continua sendo as exportações. A demanda da cadeia de suprimentos de IA, a transição para a energia verde e a base manufatureira altamente competitiva da China mantiveram os volumes de exportação resilientes . Estima-se que as exportações líquidas tenham contribuído com 1,1 ponto percentual para o PIB em 2025, uma tendência que continuou no início de 2026
. A Vanguard observa que "a China está surfando nas ondas estruturais do boom da IA e da transição verde, enquanto sua cadeia de suprimentos competitiva mantém as exportações resilientes"
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O estímulo fiscal, o apoio monetário e a política industrial ligados ao início do 15º Plano Quinquenal proporcionaram um forte começo de ano . O governo definiu uma meta de crescimento de 4,5% a 5,0% para 2026, a mais baixa desde o início dos anos 1990, o que, segundo analistas, dá margem para os governos locais priorizarem ajustes estruturais
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Além do curto prazo, os impulsionadores estruturais em IA, semicondutores e tecnologia verde estão criando novos polos de crescimento. Os lucros dos fabricantes de computadores e produtos eletrônicos saltaram 103,9% de janeiro a maio de 2026, impulsionados pelo boom global de investimentos em IA .
A guerra no Irã elevou os preços globais de energia, aumentando os custos de insumos para os produtores chineses e apertando margens de fábrica já estreitas . Este tem sido um dos principais fatores por trás da desaceleração no 2º trimestre. A previsão de referência do FMI em abril pressupunha um "conflito de curta duração e um aumento moderado de 19% nos preços da energia em 2026"
, mas em meados do ano o conflito persistia, adicionando incerteza.
O setor imobiliário continua a se ajustar à menor demanda por moradias, criando um efeito riqueza negativo com a queda dos preços dos imóveis e restringindo as finanças dos governos locais . O Banco Mundial observa que "o investimento privado é limitado pela correção em curso no setor imobiliário"
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Os gastos do consumidor continuam cautelosos, com o crescimento das vendas no varejo apontando para uma demanda das famílias ainda fraca . O mercado de trabalho está instável e as pressões deflacionárias persistem. O relatório do Artigo IV do FMI projeta que a inflação "aumentará apenas gradualmente em meio ao contínuo afrouxamento econômico"
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O FMI revisou sua previsão para 4,6% em seu relatório de julho, observando que o crescimento da China foi apoiado por exportações resilientes e medidas de política, mesmo com os ventos contrários globais do conflito no Irã . O Banco Mundial é mais cauteloso, com 4,4%, enfatizando a fraqueza contínua nos gastos do consumidor, no investimento privado e no setor imobiliário
. Entre os grandes bancos, o Goldman Sachs é o mais otimista, com 4,8%, enquanto UBS e BBVA preveem 4,5%. A variação reflete a incerteza significativa sobre por quanto tempo os custos elevados de energia persistirão e se a recuperação da demanda interna se concretizará no 2º semestre de 2026.