A presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que a decisão foi unânime, "robusta em uma série de cenários", e que nenhuma alternativa a um aumento foi sequer debatida entre os formuladores de política monetária . O Wall Street Journal também confirmou a votação unânime e destacou que o BCE foi o primeiro grande banco central do mundo a apertar a política monetária em resposta à nova crise energética desencadeada pelo conflito no Oriente Médio .
A ata da reunião cita explicitamente a guerra no Oriente Médio como o principal motor das novas pressões inflacionárias . Os pontos-chave incluem:
Inflação (IPCA, médias anuais):
| Ano | Projeção Base |
|---|---|
| 2026 | 3,0% |
| 2027 | 2,3% |
| 2028 | 2,0% |
Crescimento (PIB real, médias anuais):
| Ano | Projeção Base |
|---|---|
| 2026 | 0,8% |
| 2027 | 1,2% |
| 2028 | 1,5% |
O BCE repetiu que o cenário é "altamente incerto" e "frágil" . Lagarde observou que, mesmo após um acordo de paz preliminar no Oriente Médio, a situação continua delicada, com "riscos de retrocessos ou nova escalada" . Os riscos são inclinados para baixo no crescimento e para cima na inflação .
Em resumo: A decisão de junho foi um aumento unânime de 25 pontos-base, para 2,25%, motivado pela inflação energética gerada pela guerra. As novas projeções do BCE mostram inflação média de 3,0% em 2026 e crescimento reduzido a apenas 0,8%. O cenário permanece frágil e o mercado já espera ao menos mais uma alta de 0,25 ponto na próxima reunião, em 23 de julho, com um total de duas a três elevações previstas para os próximos 12 meses.