O secretário-geral Naim Qassem condenou o acordo em menos de 24 horas após a assinatura. Em uma declaração em 27 de junho, ele o classificou como "humilhante, vergonhoso e uma rendição da soberania" do Líbano . Qassem declarou o acordo "nulo e sem efeito" e um "grave erro" do governo de Beirute, acusando-o de capitular diante das exigências israelenses e americanas
. Ele rejeitou especificamente a vinculação da retirada israelense ao desarmamento do Hezbollah, chamando a condição de inaceitável
. O bloco parlamentar do Hezbollah ecoou essa linha, com o deputado Mohammad Raad denunciando a "submissão completa" de Beirute
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O presidente do Parlamento, Nabih Berri, aliado de longa data do Hezbollah e líder do Movimento Amal, emergiu como um dos principais opositores institucionais. Em 29 de junho, Berri declarou que o acordo "não passará" e "não será implementado" em sua forma atual, argumentando que não garante os direitos do Líbano . Ele alertou a nação contra cair em "fitna" — um termo em árabe para guerra civil ou caos social — exortando os cidadãos libaneses a não se envolverem em conflitos internos por causa do acordo
. Berri disse que seu movimento Amal "confrontaria" o acordo no Conselho de Ministros
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O deputado do Hezbollah, Mohammad Raad, foi além, chamando o acordo de "incitamento à guerra civil" . Centenas de apoiadores do Hezbollah foram às ruas de Beirute, bloqueando estradas com pneus queimados para protestar contra o acordo
. O movimento houthi do Iêmen também se manifestou, declarando que os libaneses têm o direito de "derrubar o governo fantoche por qualquer meio"
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O acordo imediatamente criou uma crise constitucional no governo de coalizão do Líbano. Ministros do Hezbollah negaram que o Conselho de Ministros jamais tivesse concedido um mandato para negociar com Israel, minando a base legal do acordo . Berri afirmou que o acordo foi alcançado "em violação da lei libanesa"
. Diplomatas e autoridades libanesas reconheceram, em privado, a incerteza jurídica do acordo e a falta de um processo de ratificação claro; um diplomata ocidental o descreveu como um "ponto morto" diante dos obstáculos políticos
. Com o Hezbollah e seus aliados controlando posições de veto no governo, o acordo enfrenta um impasse institucional quase total
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O acordo é amplamente visto como parte de uma estratégia mais ampla dos EUA para isolar o Irã e enfraquecer sua influência no Líbano. O Soufan Center descreveu o acordo como um esforço para "marginalizar o papel do Irã nos assuntos internos do Líbano" . Analistas israelenses o veem como um ganho estratégico ao "afastar o Líbano do Irã"
. No entanto, a viabilidade do acordo depende da concordância do Hezbollah — e o Hezbollah permanece profundamente enraizado no eixo iraniano. O acordo seguiu uma trégua em 19 de junho entre Israel e o Hezbollah, que foi mediada pelos EUA, Catar e Irã — destacando as diferentes frentes diplomáticas em jogo
. A guerra já havia matado mais de 4.200 pessoas e deslocado centenas de milhares desde março de 2026
. O presidente Joseph Aoun defendeu o acordo como um "primeiro passo para restaurar a soberania", mas sua posição está em conflito direto com o Hezbollah e seus aliados parlamentares
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