Putin explicou a lógica de forma direta: "Quanto mais ataques o inimigo tentar infligir a alvos civis na Rússia, maior terá que ser a zona de segurança criada no território adjacente" . A zona tampão está sendo criada "sistematicamente" na medida necessária para garantir a segurança da Rússia, disse Peskov em 5 de julho
. Relatos de dezembro de 2025 e início de julho de 2026 indicaram que a expansão visa especificamente as regiões ucranianas de Kharkiv e Sumy, no nordeste
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Questionado sobre a visão de Washington de que ataques ucranianos profundos em território russo poderiam ajudar a encerrar a guerra, o Kremlin foi desdenhoso. Peskov disse que os Estados Unidos estavam "errados" ao pensar que a escalada poderia abrir caminho para um acordo de paz, e alertou que tais ataques, na verdade, prolongariam o conflito . Putin, em comentários em 3 de julho, já havia enquadrado a lógica em termos circulares: ao atacar profundamente a Rússia, Kiev estava "expandindo a zona de segurança que terá que ser criada"
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O Kremlin posiciona a questão dos ataques profundos como uma preocupação tática e estratégica: argumenta que os ataques ucranianos à infraestrutura russa não apenas justificam uma maior expansão territorial, mas também tornam um acordo negociado mais distante .
O Kremlin não comentou diretamente o valor de €70 bilhões em si em 9 de julho. No entanto, em 7 de julho, dia de abertura da cúpula, Peskov disse que a Rússia acompanharia de perto o resultado do encontro e descreveu as declarações sobre a Rússia que precederam o evento como "confrontacionais" . A declaração da cúpula, adotada em 8 de julho, nomeou a Rússia como uma ameaça de longo prazo à segurança euro-atlântica e comprometeu os aliados a um apoio militar sustentado à Ucrânia
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Em vez de fazer a tão esperada ligação para Putin em 8 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, propôs fechar o espaço aéreo sobre a Ucrânia como parte de garantias de segurança . A jogada pegou Moscou desprevenida. Peskov disse em 9 de julho que qualquer movimento para fechar o espaço aéreo ucraniano "equivaleria ao envolvimento de militares da Otan no conflito"
. Ele acrescentou que Moscou "nunca tinha ouvido nada parecido" da Casa Branca e precisava de tempo para "digerir" e analisar os comentários inesperados de Trump
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O Kremlin minimizou a ligação perdida com um encolher de ombros diplomático: Peskov disse que Trump estava "aparentemente muito ocupado" com outros deveres administrativos . "Ninguém ligou ontem", disse ele, acrescentando que Putin "está sempre feliz em falar com ele"
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Apesar dos avisos, o Kremlin continuou a sinalizar abertura para conversas — dentro de parâmetros rígidos. Peskov reiterou em 4 de julho que Putin está pronto para se encontrar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, mas apenas em Moscou . De forma mais ampla, o Kremlin declarou repetidamente que Putin está aberto a conversas com "todos", incluindo líderes europeus, mas insiste que Bruxelas deve dar o primeiro passo e que Moscou não negociará sob ultimatos
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"A Rússia permanece aberta ao diálogo, e o presidente Putin está disposto a se engajar em negociações. No entanto, os países europeus só agora estão começando a caminhar nessa direção", disse Peskov no final de maio . O Kremlin também confirmou que Putin está pronto para o diálogo com o presidente francês Emmanuel Macron sem pré-condições
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Em 6 de julho, antes da cúpula, o Kremlin disse que Putin e Trump haviam conversado em uma ligação no fim de semana e concordado em falar novamente "em um futuro próximo" . Esse acordo apontava para uma possível ligação em 8 de julho. Em vez disso, Trump propôs uma zona de exclusão aérea — uma proposta que o Kremlin aparentemente nunca havia discutido com Washington. Peskov confirmou que a ligação não aconteceu e disse que o Kremlin concluiu que o presidente dos EUA tinha outros assuntos a tratar
. A ligação programada parece ter sido adiada ou efetivamente substituída pela declaração não ortodoxa de Trump.
A postura do Kremlin após a cúpula pode ser resumida em seis pontos: