Em 9 de julho de 2026, um dia após a cúpula da Otan em Ancara prometer €70 bilhões em ajuda militar à Ucrânia e reafirmar o Artigo 5, o Kremlin alertou que novos ataques ucranianos forçariam Moscou a 'expandir a área... O Kremlin rejeitou a visão dos EUA de que ataques ucranianos profundos na Rússia poderiam encerra...
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Entre os dias 7 e 8 de julho de 2026, líderes da Otan se reuniram em Ancara, na Turquia, para uma cúpula que resultou em um compromisso histórico: €70 bilhões em assistência militar à Ucrânia para 2026, com a promessa de manter "níveis ao menos equivalentes" de apoio em 2027 . A aliança também reafirmou seu "compromisso inabalável" com a defesa coletiva sob o Artigo 5
. Mas, poucas horas após o fim da cúpula, o Kremlin emitiu uma série de avisos — sobre a expansão da zona tampão, ataques ucranianos profundos, a proposta de zona de exclusão aérea de Trump e o futuro do diálogo — que, coletivamente, sinalizam um endurecimento da posição de Moscou.
Em 9 de julho, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os contínuos ataques ucranianos à infraestrutura russa forçariam Moscou a "expandir a área da zona tampão" entre os países em guerra . Isso ocorreu após uma ordem anterior do presidente Vladimir Putin, emitida em 3 de julho, para expandir oficialmente a "zona de segurança" territorial (zona tampão) da Rússia mais profundamente na Ucrânia, vinculando a medida diretamente à necessidade de impedir ataques transfronteiriços de drones e mísseis
.
Putin explicou a lógica de forma direta: "Quanto mais ataques o inimigo tentar infligir a alvos civis na Rússia, maior terá que ser a zona de segurança criada no território adjacente" . A zona tampão está sendo criada "sistematicamente" na medida necessária para garantir a segurança da Rússia, disse Peskov em 5 de julho
. Relatos de dezembro de 2025 e início de julho de 2026 indicaram que a expansão visa especificamente as regiões ucranianas de Kharkiv e Sumy, no nordeste
.
Questionado sobre a visão de Washington de que ataques ucranianos profundos em território russo poderiam ajudar a encerrar a guerra, o Kremlin foi desdenhoso. Peskov disse que os Estados Unidos estavam "errados" ao pensar que a escalada poderia abrir caminho para um acordo de paz, e alertou que tais ataques, na verdade, prolongariam o conflito . Putin, em comentários em 3 de julho, já havia enquadrado a lógica em termos circulares: ao atacar profundamente a Rússia, Kiev estava "expandindo a zona de segurança que terá que ser criada"
.
O Kremlin posiciona a questão dos ataques profundos como uma preocupação tática e estratégica: argumenta que os ataques ucranianos à infraestrutura russa não apenas justificam uma maior expansão territorial, mas também tornam um acordo negociado mais distante .
O Kremlin não comentou diretamente o valor de €70 bilhões em si em 9 de julho. No entanto, em 7 de julho, dia de abertura da cúpula, Peskov disse que a Rússia acompanharia de perto o resultado do encontro e descreveu as declarações sobre a Rússia que precederam o evento como "confrontacionais" . A declaração da cúpula, adotada em 8 de julho, nomeou a Rússia como uma ameaça de longo prazo à segurança euro-atlântica e comprometeu os aliados a um apoio militar sustentado à Ucrânia
.
Em vez de fazer a tão esperada ligação para Putin em 8 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, propôs fechar o espaço aéreo sobre a Ucrânia como parte de garantias de segurança . A jogada pegou Moscou desprevenida. Peskov disse em 9 de julho que qualquer movimento para fechar o espaço aéreo ucraniano "equivaleria ao envolvimento de militares da Otan no conflito"
. Ele acrescentou que Moscou "nunca tinha ouvido nada parecido" da Casa Branca e precisava de tempo para "digerir" e analisar os comentários inesperados de Trump
.
O Kremlin minimizou a ligação perdida com um encolher de ombros diplomático: Peskov disse que Trump estava "aparentemente muito ocupado" com outros deveres administrativos . "Ninguém ligou ontem", disse ele, acrescentando que Putin "está sempre feliz em falar com ele"
.
Apesar dos avisos, o Kremlin continuou a sinalizar abertura para conversas — dentro de parâmetros rígidos. Peskov reiterou em 4 de julho que Putin está pronto para se encontrar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, mas apenas em Moscou . De forma mais ampla, o Kremlin declarou repetidamente que Putin está aberto a conversas com "todos", incluindo líderes europeus, mas insiste que Bruxelas deve dar o primeiro passo e que Moscou não negociará sob ultimatos
.
"A Rússia permanece aberta ao diálogo, e o presidente Putin está disposto a se engajar em negociações. No entanto, os países europeus só agora estão começando a caminhar nessa direção", disse Peskov no final de maio . O Kremlin também confirmou que Putin está pronto para o diálogo com o presidente francês Emmanuel Macron sem pré-condições
.
Em 6 de julho, antes da cúpula, o Kremlin disse que Putin e Trump haviam conversado em uma ligação no fim de semana e concordado em falar novamente "em um futuro próximo" . Esse acordo apontava para uma possível ligação em 8 de julho. Em vez disso, Trump propôs uma zona de exclusão aérea — uma proposta que o Kremlin aparentemente nunca havia discutido com Washington. Peskov confirmou que a ligação não aconteceu e disse que o Kremlin concluiu que o presidente dos EUA tinha outros assuntos a tratar
. A ligação programada parece ter sido adiada ou efetivamente substituída pela declaração não ortodoxa de Trump.
A postura do Kremlin após a cúpula pode ser resumida em seis pontos:
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Em 9 de julho de 2026, um dia após a cúpula da Otan em Ancara prometer €70 bilhões em ajuda militar à Ucrânia e reafirmar o Artigo 5, o Kremlin alertou que novos ataques ucranianos forçariam Moscou a 'expandir a área...
Em 9 de julho de 2026, um dia após a cúpula da Otan em Ancara prometer €70 bilhões em ajuda militar à Ucrânia e reafirmar o Artigo 5, o Kremlin alertou que novos ataques ucranianos forçariam Moscou a 'expandir a área... O Kremlin rejeitou a visão dos EUA de que ataques ucranianos profundos na Rússia poderiam encerrar a guerra, classificando a como 'errada' e alertando que tais ataques prolongariam o conflito.
A aguardada ligação telefônica de Trump para Putin em 8 de julho não aconteceu. Em vez disso, Trump propôs fechar o espaço aéreo da Ucrânia — um movimento que Peskov disse ter pego o Kremlin de surpresa e que requer a...