Harry e os demais requerentes alegaram que a ANL se envolveu no que chamaram de "atividade criminosa abominável e graves violações de privacidade" . As acusações específicas incluíam:
A editora negou veementemente todas as acusações, classificando-as como "absurdas" e "um insulto aos jornalistas dedicados cujas reputações e integridade... são injustamente difamadas" .
Outras seis figuras públicas se juntaram a Harry no processo, todas alegando terem sido vítimas de coleta ilegal de informações semelhante pelos títulos do Daily Mail :
O juiz Nicklin rejeitou o caso em uma decisão por escrito, afirmando que os requerentes não conseguiram provar, no equilíbrio de probabilidades (on the balance of probabilities — padrão de prova em ações civis no Reino Unido), que a ANL foi responsável pelos atos ilegais alegados . O magistrado enfatizou que "mera suspeita não equivale a evidência" e rejeitou as "inferências amplas" nas quais Harry e seus co-requerentes se basearam para tentar demonstrar irregularidades sistemáticas .
Um resumo da sentença destacou: "O tribunal rejeitou a tentativa de provar as acusações por inferência ampla quando a evidência não estava disponível para sustentar as alegações específicas" .
Harry classificou o veredito como "um acobertamento completo e óbvio" .
Após a derrota, a ANL anunciou que buscaria recuperar suas custas judiciais. A editora indicou que cobrará mais de US$ 67 milhões (cerca de £ 52 milhões) em custas legais de Harry e dos demais requerentes . Esse valor expressivo ocorre após medidas anteriores de redução de custos: em janeiro de 2025, um juiz já havia cortado os orçamentos legais propostos, decidindo que os requerentes poderiam gastar cerca de £ 4,1 milhões e a ANL cerca de £ 4,5 milhões no caso, bem abaixo do orçamento combinado proposto de mais de £ 38,8 milhões .
Esta nova responsabilidade potencial soma-se a custas anteriores que Harry já enfrentava. Em dezembro de 2023, ele foi obrigado a pagar £ 48.447 à editora do Mail on Sunday após perder parte de uma batalha judicial separada por difamação .
O caso se desenrolou ao longo de mais de três anos:
| Data | Evento |
|---|---|
| 2022 | Ação judicial protocolada pelo príncipe Harry e seis co-requerentes contra a ANL |
| Março de 2023 | Audiência preliminar sobre se o caso poderia prosseguir; Harry comparece pessoalmente |
| Novembro de 2023 | Juiz decide que as acusações podem ir a julgamento, rejeitando a tentativa da ANL de arquivá-las por prescrição |
| Janeiro de 2025 | Juiz reduz drasticamente os orçamentos legais propostos por ambas as partes |
| Outubro de 2025 | Tribunal decide que os advogados de Harry não podem incluir alegações de que a princesa Kate foi alvo |
| 19 de janeiro de 2026 | Julgamento de nove semanas começa na Alta Corte de Londres; Harry comparece e dá depoimento pessoalmente |
| Março de 2026 | Argumentos finais se concentram na credibilidade do detetive particular Gavin Burrows, que testemunhou que nunca espionou para os títulos do Daily Mail |
| 7 de julho de 2026 | Sentença proferida — todas as acusações rejeitadas |
Esta derrota marca o fim da guerra judicial de vários anos de Harry contra a imprensa tabloide britânica, descrita pela agência Associated Press como "o capítulo final de sua batalha legal contra os tabloides britânicos" . Sua campanha mais ampla incluiu três grandes casos:
Mirror Group Newspapers (MGN): Esta foi a primeira e mais significativa vitória de Harry. Em dezembro de 2023, um juiz decidiu a seu favor em 15 de 33 acusações de amostra, encontrando evidências de uso "generalizado e habitual" de grampeamento telefônico nos jornais do Mirror e concedendo a ele £ 140.600 em danos . Em fevereiro de 2024, Harry encerrou suas acusações restantes contra o MGN, com a editora concordando em pagar todas as suas custas legais, além de cerca de £ 300.000 em danos adicionais .
News Group Newspapers (NGN — editora do The Sun): Em janeiro de 2025, Harry encerrou este caso depois que a editora concordou em pagar danos substanciais e emitiu um pedido de desculpas por intrusão ilegal .
Associated Newspapers (Daily Mail): O maior e último caso — e aquele que ele perdeu de forma contundente . O julgamento foi descrito como um confronto de "altos riscos" que poderia ter tido "efeitos profundos na mídia do Reino Unido" se Harry tivesse vencido . Quando concluiu, Harry havia passado anos nos tribunais, comparecendo pessoalmente várias vezes, e acumulado dezenas de milhões em honorários advocatícios em todos os seus casos.
Com o veredito proferido, o duque enfrenta vários desafios imediatos:
Pagamento das custas: Harry enfrenta uma conta potencial superior a US$ 67 milhões (£ 52 milhões), depois que a ANL disse que buscará recuperar suas custas legais . Isso pode ser financeiramente devastador, mesmo para uma pessoa rica.
Decisão de apelação: Ele pode buscar permissão para recorrer da decisão, embora a rejeição abrangente das evidências pelo juiz torne essa uma batalha difícil. O próprio Harry caracterizou a sentença como uma "inversão completa" de decisões anteriores em casos relacionados .
Nenhum caso contra tabloides restante: Com os casos do MGN e NGN encerrados e o caso da ANL perdido, a campanha legal direta de Harry contra grupos de jornais britânicos está efetivamente concluída . A decisão foi celebrada pela ANL como uma "vitória esmagadora para o Daily Mail e seus jornalistas, e para uma imprensa livre em geral" .