Retorno gradual do tráfego de petroleiros. Embora o volume de trânsito ainda esteja muito abaixo do normal, petroleiros começaram a atravessar o Estreito novamente. Mesmo quando apenas cerca de 2 milhões de barris passaram pelo estreito em 23 de junho — uma fração do fluxo diário normal — os preços futuros caíram bruscamente, com os traders precificando a expectativa de normalização .
Destruição de demanda. Os preços elevados em abril e maio reduziram a demanda em países importadores, acelerando a correção . Pela primeira vez desde o início da guerra, analistas reduziram suas previsões de preços do petróleo para 2026 em uma pesquisa da Reuters com 31 economistas, diminuindo a previsão média do Brent de US$ 90,44 para US$ 84,50 por barril
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Múltiplos analistas e comentários da Reuters alertaram que a aparente calmaria é frágil. Uma análise da Reuters de 14 de maio foi intitulada de forma direta: "A calmaria enganosa do mercado de petróleo não vai durar", observando que a estabilidade temporária foi sustentada por compras reduzidas da China e um aumento nas exportações dos EUA — nenhum dos quais é sustentável .
As principais preocupações incluem:
A Reserva Estratégica de Petróleo (SPR) dos EUA caiu para 325,7 milhões de barris na semana encerrada em 26 de junho de 2026 — o nível mais baixo desde maio de 1983 . Isso faz parte de uma liberação autorizada de 172 milhões de barris para compensar a lacuna de oferta causada pela guerra no Irã
. Em 6 de julho, a Reuters informou que a SPR continuava em declínio
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O cenário global é igualmente preocupante. Embora o número global exato seja difícil de precisar a partir de uma única fonte, somente a redução dos EUA representa 172 milhões de barris, e outros grandes importadores — China, Japão, Índia e membros da AIE — também liberaram fortemente suas reservas estratégicas durante a crise. Não existe um plano público claro para reabastecer esses depósitos .
Por que isso é perigoso:
A queda de 42% no Brent é real e proporciona um alívio bem-vindo para as nações importadoras de petróleo. Mas ela se sustenta em um acordo político temporário, infraestrutura danificada e reservas estrategicamente esgotadas. Sem um plano para reabastecer o colchão global de reservas estratégicas, o próximo choque de oferta — seja por um fechamento de Ormuz, um corte de produção da Opep+ ou uma parada de um grande produtor — atingiria um mercado com quase nenhuma reserva de emergência . A rede de segurança energética global está mais fina do que em décadas, e nenhum mecanismo está em vigor para reconstruí-la.