A escalada operacional inclui:
A campanha ucraniana de drones tem um objetivo claro: cortar o combustível que alimenta a invasão russa. Ao atacar sistematicamente refinarias, depósitos e oleodutos, Kiev quer paralisar o abastecimento das forças de Moscovo.
A campanha aérea não é apenas militar — é também uma estratégia de negociação. Ao impor custos económicos reais à Rússia (escassez de combustível, queda nas exportações de petróleo, defesas esticadas), a Ucrânia quer tornar a continuação da guerra mais cara para o Kremlin do que um acordo negociado .
A Forbes noticiou em dezembro de 2025 que o aumento dos ataques profundos com drones visa diretamente ganhar influência nas conversações de paz, proporcionando a Kiev algumas das suas primeiras vitórias tangíveis em anos . A lógica é clara: enquanto a Rússia pode esperar que o desgaste terrestre ucraniano se acentue, a ameaça aérea opera numa geografia e num calendário diferentes — e não dá tréguas.
O próprio Zelensky deixou clara a sua postura negocial. No discurso de Ano Novo de 2025, disse que não assinará um acordo de paz "fraco" que apenas prolongue a guerra . A posição é sustentada precisamente pela capacidade demonstrada de infligir danos estratégicos via drones.
A guerra na Ucrânia entrou, de facto, numa nova fase. Do ar, Kiev tenta reescrever o rumo do conflito — e, ao mesmo tempo, criar as condições para que a paz, quando chegar, não seja apenas uma trégua frágil.