No dia 6 de julho, Mbappé usou o X para uma resposta contundente. Ele classificou Amarilla como:
Mbappé afirmou que os ataques eram "racismo explícito" e que a motivação vinha de sua origem camaronense e de seu sucesso como jogador francês descendente de africanos .
O caso Amarilla não foi um fato isolado. Foi a segunda grande polêmica racial envolvendo Paraguai e França no mesmo confronto. Dias antes, em 4 de julho de 2026, o lendário goleiro paraguaio José Luis Chilavert postou no X: "Em 1998 enfrentamos os franceses e agora o Paraguai vai enfrentar um time da África" . O presidente da FFF, Philippe Diallo, classificou a declaração de Chilavert como "racista" e disse que o ex-jogador de 60 anos "atropelou os valores de respeito, fraternidade e diversidade do esporte"
. Os dois episódios, juntos, criaram a percepção de que jogadores franceses de origem africana — e Mbappé em especial — estavam sendo alvo de um discurso racista que remete a ideias coloniais sobre nacionalidade e pertencimento
.
Esta não foi a primeira vez que Mbappé sofreu ataques racistas. Depois de perder um pênalti decisivo contra a Suíça na Eurocopa de 2020, Mbappé disse que "começaram os insultos de macaco" e que ele "se sentiu um morto-vivo" — a ponto de considerar abandonar a seleção francesa . Em dezembro de 2022, após a derrota da França na final da Copa para a Argentina, a FFF entrou com queixas-crime contra pessoas que insultaram Mbappé e seus companheiros nas redes sociais
. Em fevereiro de 2026, Mbappé acusou o jogador do Benfica, Gianluca Prestianni, de ofensas racistas contra o companheiro de Real Madrid, Vinícius Júnior, durante um jogo da Champions League
.
A recorrência desses episódios — atingindo Mbappé, outros jogadores franceses de origem africana e também Vinícius Júnior — escancara um problema persistente de racismo no futebol mundial, que Mbappé vem enfrentando cada vez mais, dentro e fora de campo.