A FIFA, de forma inédita desde 1962, suspendeu a suspensão automática de um jogador expulso de vermelho direto a tempo de ele jogar a partida seguinte da Copa. O atacante dos EUA, Folarin Balogun, levou cartão vermelho por falta grave na vitória sobre a Bósnia e, pela regra, pegaria um jogo de suspensão automática s...

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A polêmica em torno do atacante da seleção dos Estados Unidos Folarin Balogun é real e tem várias camadas. O que aconteceu foi uma reviravolta digna de roteiro de cinema, mas que gerou uma crise institucional na FIFA. Vamos aos fatos, verificados com múltiplas fontes.
No dia 5 de julho, a FIFA suspendeu a aplicação da suspensão automática de um jogo de Balogun, o artilheiro dos EUA na Copa (3 gols), liberando-o para jogar as oitavas de final contra a Bélgica no dia seguinte . O cartão vermelho foi aplicado nos minutos finais da vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia, após revisão do VAR por jogada violenta
. Pelo regulamento da Copa (Artigo 10.5), um vermelho direto acarreta suspensão automática de uma partida, sem possibilidade de recurso
.
Múltiplos veículos, como The Hill e Chosun, reportam que o presidente Donald Trump ligou diretamente para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir a revisão da suspensão . Trump depois publicou nas redes sociais agradecendo à FIFA por 'fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!'
. Vale lembrar que Trump não tem poder para anular cartões, mas tem uma relação próxima com Infantino e sediou a Copa de 2026 nos EUA, o que dá peso político ao pedido.
A FIFA invocou o Artigo 27 do seu Código Disciplinar, que permite ao comitê disciplinar 'suspender a implementação' de uma pena já aplicada . A pena de Balogun foi colocada em regime de probação por um ano: se ele cometer uma infração similar dentro de 12 meses, a suspensão será cumprida
. Esta é uma ferramenta jurídica conhecida no direito desportivo, mas raramente usada em plena Copa do Mundo.
Diversas fontes descrevem a decisão como a primeira desde 1962 em que um cartão vermelho é anulado a tempo de um jogador atuar na partida seguinte do Mundial . O jornal sul-coreano Chosun Ilbo, que primeiro noticiou a ligação de Trump, chama de 'exceção sem precedentes em mais de 60 anos'
.
O The Athletic (NYT) reportou que 'vários oficiais da FIFA' se opuseram à forma como Infantino conduziu a decisão . O Sportskeeda e o Chosun afirmam que ao menos três vice-presidentes da FIFA se manifestaram contra a decisão internamente
. O número exato 'três' aparece em reportagens secundárias; não há comunicados oficiais da FIFA que confirmem uma contagem exata.
A Associação Real Belga de Futebol (RBFA) emitiu um comunicado público dizendo-se 'astonada' com a decisão da FIFA e que está 'investigando todas as opções potenciais' . A RBFA afirmou que a decisão 'se baseia no Artigo 27', mas que o Artigo 66.4 do mesmo código é claro: um cartão vermelho leva a uma suspensão automática e ponto final
. O New York Post, CBS Sports e Bolavip reproduzem a declaração da federação belga na íntegra
.
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A FIFA, de forma inédita desde 1962, suspendeu a suspensão automática de um jogador expulso de vermelho direto a tempo de ele jogar a partida seguinte da Copa.
A FIFA, de forma inédita desde 1962, suspendeu a suspensão automática de um jogador expulso de vermelho direto a tempo de ele jogar a partida seguinte da Copa. O atacante dos EUA, Folarin Balogun, levou cartão vermelho por falta grave na vitória sobre a Bósnia e, pela regra, pegaria um jogo de suspensão automática sem chance de recurso.
A entidade usou o Artigo 27 do Código Disciplinar para adiar a punição por um ano em regime de probação, uma manobra raríssima em torneios.