A queda dramática nos preços do petróleo remodelou as perspectivas de política monetária, com comentários de mercado ligando a redução dos preços de energia a uma pressão menor sobre os bancos centrais para manterem uma postura agressiva . Os principais desenvolvimentos incluem:
Standard Chartered publicou uma análise indicando que, se os ganhos do petróleo não se sustentarem por mais de algumas semanas, a pressão inflacionária global provavelmente será passageira, permitindo um retorno a um cenário de 'soft landing' (pouso suave), apoiado por cortes de juros do Fed na segunda metade de 2026 .
A Reuters, reportando sobre as perspectivas do Fed, disse que a reabertura do Estreito de Ormuz, combinada com a queda nos preços do petróleo, aumentou a especulação de que o Federal Reserve poderia começar a cortar os juros já em dezembro .
Citigroup afirmou que a queda no preço do petróleo pode 'remover parte do viés hawkish dos bancos centrais' .
A visão geral compartilhada nessas fontes é que a fase de 'peak hawkishness' impulsionada pela crise pode diminuir se os preços do petróleo permanecerem baixos, mas o caminho da política monetária permanece condicionado a se o choque energético será temporário . O Standard Chartered atribuiu uma probabilidade de 30% a um cenário negativo, no qual os preços do petróleo permanecem altos por um período prolongado, o que limitaria a capacidade do Fed de cortar as taxas
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Todas as principais fontes enfatizam que as perspectivas são altamente condicionais e frágeis:
O acordo entre EUA e Irã é descrito como uma estrutura para uma resolução mais duradoura, e não como um acordo permanente completo . O 'Memorando de Entendimento de Islamabad', assinado em Versalhes em 17 de junho de 2026, visa estender o cessar-fogo, reabrir o Estreito e criar uma janela de 60 dias para negociações em direção a um acordo final
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Em 30 de junho, o Irã disse que não se encontraria com os principais enviados dos EUA no Catar, nublando as perspectivas de uma paz duradoura . Autoridades iranianas disseram que os dois lados ainda precisam resolver os termos de um cessar-fogo que assinaram há duas semanas antes de poderem abordar tópicos mais difíceis, como os limites de seu programa nuclear
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A coluna Breakingviews da Reuters alertou que o cessar-fogo era frágil e que os detalhes de como as forças iranianas e americanas fariam a transição do combate para a colaboração para facilitar a passagem segura dos petroleiros permaneciam incertos .
A trégua pode ser tática, não permanente. O Times of India noticiou que a maior razão pela qual o cessar-fogo está se mantendo é a política dos EUA, com as eleições de meio de mandato em novembro tornando impossível para o governo Trump arcar com um pico nos preços da gasolina .
Qualquer colapso da trégua, ou nova interrupção do transporte marítimo de Ormuz, pode reverter a queda do petróleo e reavivar a pressão sobre os bancos centrais para manterem uma postura hawkish .