Zelensky confirmou em 25 de junho que havia aprovado uma operação de duração fixa pelo SBU. "Autorizei uma operação de 40 dias do Serviço de Segurança para exercer pressão sobre a nação agressora com o objetivo de instar o fim do conflito", declarou em seu canal no Telegram . A campanha foi desenhada para fazer a guerra "doer profundamente dentro da Rússia" até que Moscou concordasse em negociar
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Em 1º e 2 de julho, drones ucranianos atingiram 12 subestações elétricas e 1 estação de distribuição de gás nos territórios temporariamente ocupados, incluindo Crimeia, Luhansk e Donetsk. O ataque foi reportado por Robert "Madyar" Brovdi, comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados das Forças Armadas da Ucrânia .
A saraivada de 48 horas atingiu especificamente a subestação de 35 kV "Ozernenska" na Crimeia, além de outros nós críticos da rede elétrica da península . Múltiplas fontes confirmam o total de 12 subestações mais uma estação de distribuição de gás, corrigindo a informação anterior de "10" alvos
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Esses ataques fizeram parte de uma "campanha de médio alcance" mais ampla que já se intensificava há semanas. Em 9 de junho, Brovdi já reportava que o tráfego de cargas militares russas na rodovia M-18 através de Tokmak — apelidada de "estrada da morte" — havia caído 71% nas duas semanas anteriores .
No mesmo dia em que começou o grande ataque à energia, o SBU atingiu hangares que abrigavam caças russos Su-30 na base aérea militar de Saky, na Crimeia ocupada . Operadores de drones do Centro de Operações Especiais "Alfa" do SBU confirmaram cinco acertos nos hangares. Cada caça Su-30SM tem um valor estimado em até US$ 50 milhões
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Este não foi um evento isolado. O SBU já havia atacado as bases de Saky e de Hvardiyske várias vezes na semana anterior, alvejando também sistemas de defesa aérea S-400 e Pantsir-S1 perto do Estreito de Kerch .
O efeito cumulativo da campanha de drones sobre a vida civil na Crimeia foi severo e imediato:
Observadores descreveram a campanha como um "bloqueio imposto por drones" que cortou as rotas logísticas e criou uma grave escassez de combustível e energia . A Ponte do Estreito de Kerch — a única ligação terrestre direta da Rússia com a Crimeia — foi repetidamente alvejada, forçando a Rússia a depender de balsas que também são vulneráveis
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A campanha continuava em andamento no momento desta análise, com novos ataques a instalações militares e de energia sendo reportados mesmo após o período inicial de 40 dias .
Antes de 2026, a Crimeia era um símbolo do revisionismo russo. Após uma década de ocupação, a península havia sido integrada à economia militar e turística da Rússia. A campanha de 40 dias mudou essa equação.
As evidências acumuladas — proibição de combustível, apagões, cancelamento do turismo de verão, bases aéreas danificadas, rotas de abastecimento cortadas e um estado de emergência declarado — sustentam fortemente a conclusão de que a Crimeia foi transformada de um território imperial cobiçado em um pesado fardo logístico para o Kremlin . A península agora luta para se autoabastecer, e as forças ali estacionadas estão cada vez mais isoladas.
Nem toda alegação sobre a campanha pôde ser verificada nas fontes disponíveis: