O Instituto Econômico Alemão (IW) publicou em 3 de julho de 2026 um estudo marcante sobre o comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos em 2025. O número principal — um recorde de €875 bilhões em comércio de bens — conta apenas metade da história. Por baixo dos panos, os dados revelam danos setoriais severos, especialmente na indústria automotiva europeia, e uma trégua comercial que, em questão de meses, já tinha ido por água abaixo.
O comércio de bens entre UE e EUA atingiu €875 bilhões (~US$ 1 trilhão) em 2025, um recorde apesar de um ano inteiro de sobressaltos tarifários . As exportações de bens da UE para os EUA cresceram 7,7%, para €580 bilhões, enquanto as importações americanas subiram 2,2%, para €295 bilhões. Com isso, o superávit comercial da UE chegou a quase €285 bilhões
.
O comércio de serviços também atingiu €865 bilhões, mas, neste caso, a UE registrou déficit com os Estados Unidos .
O estudo do IW, porém, ressalta que esses números agregados escondem fraturas profundas:
O ano foi marcado por uma rápida sucessão de tarifas, até que um acordo frágil foi costurado em meados do ano:
O acordo de julho evitou uma guerra comercial mais ampla. Em troca, a UE concordou em eliminar as tarifas sobre importações de bens industriais dos EUA . No entanto, o acordo não era juridicamente vinculante, um detalhe que se mostraria crucial
.
O teto de 15% não se sustentou. No início de 2026, a guerra comercial reacendeu:
Economistas alertam que parte dessa queda reflete o efeito de acúmulo de estoques (front-loading) em 2025 e a valorização do euro, e não apenas as tarifas . Mas a volatilidade, por si só, já criou uma incerteza profunda para as cadeias de suprimentos transatlânticas.
A conclusão do IW é clara: números recordes no comércio total mascaram estragos profundos na economia real, especialmente na indústria automotiva alemã . A montanha-russa tarifária — dos 25% em abril de 2025, passando pelo acordo de 15% em julho, até as reversões em 2026 — tornou o planejamento de longo prazo quase impossível para fabricantes dos dois lados do Atlântico.
Um estudo separado do IW, de setembro de 2025, já havia alertado que a dependência americana de importações da UE estava crescendo, superando a da China nos últimos 15 anos . Essa interdependência, argumenta o IW, torna a atual volatilidade tarifária particularmente danosa: ambos os lados estão tão entrelaçados que não se beneficiam de uma guerra comercial prolongada, e, ainda assim, os choques tarifários não param de se multiplicar.
Studio Global AI
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Comércio de bens entre UE e EUA atingiu €875 bilhões (US$ 1 trilhão) em 2025, apesar das tarifas, mas exportações de automóveis despencaram 20,4% e o acordo de 15% já ruiu em 2026, levando a uma forte retração nas exp...
Comércio de bens entre UE e EUA atingiu €875 bilhões (US$ 1 trilhão) em 2025, apesar das tarifas, mas exportações de automóveis despencaram 20,4% e o acordo de 15% já ruiu em 2026, levando a uma forte retração nas exp... Exportações alemãs de automóveis caíram 14% só nos três primeiros trimestres de 2025.
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