Em 3 de julho de 2026, o primeiro-ministro Mikhail Mishustin assinou um decreto autorizando a venda de gasolina Euro-3 até o final de 2026 . Detalhes importantes:
O raciocínio é direto: ao relaxar as especificações ambientais, as refinarias podem maximizar a produção a partir de unidades de processamento danificadas ou menos sofisticadas sem precisar de capacidade total de hidrocraqueamento ou dessulfurização — exatamente o equipamento que os ataques de drones nocautearam .
O racionamento de combustível se espalhou para mais da metade das regiões da Rússia — mais de 25 regiões em meados de junho de 2026 . Alguns postos de gasolina impuseram limites de 20 litros por cliente, com longas filas se formando
. O racionamento atingiu grandes cidades, incluindo Moscou e São Petersburgo
.
A escassez de combustível começou na Crimeia, e a região foi colocada sob estado de emergência por causa do abastecimento de combustível .
Índia: A Rússia começou a importar gasolina por via marítima da Índia — uma reviravolta dramática para um país que construiu seu poder na exportação de petróleo. A Índia enviou inicialmente pelo menos 60.000 toneladas métricas, com dois navios-tanque de 30.000 a 40.000 toneladas cada com destino à Rússia . A Rússia planeja importar cerca de 400.000 toneladas por mês
. A Índia, que se tornou a maior compradora de petróleo bruto da Rússia após a invasão da Ucrânia, agora está fornecendo ao seu antigo cliente combustível refinado
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Cazaquistão: A Rússia está em negociações para importar cerca de 50.000 toneladas métricas de gasolina AI-92 do Cazaquistão . No entanto, o Cazaquistão é um produtor de combustível relativamente pequeno, e fontes disseram que os suprimentos provavelmente não serão significativos
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Bielorrússia: As importações da Bielorrússia também fizeram parte da discussão como fonte regional de abastecimento .
O projeto de decreto também permitiria a importação de combustível de qualidade inferior (abaixo do Euro-5) desses países .
Conclusão: A autorização do Euro-3 e todas as medidas de emergência que a acompanham são uma resposta direta aos ataques de drones ucranianos que destruíram cerca de um terço da capacidade de refino da Rússia, forçando Moscou a trocar qualidade por quantidade, proibir exportações, racionar gasolina em metade do país e — numa reviravolta extraordinária — importar gasolina da Índia e do Cazaquistão.