Um dado impressionante é que quase um quarto de todos os novos veículos híbridos vendidos na Europa em maio eram de marcas chinesas .
A fatia de mercado das montadoras chinesas na Europa deu um salto significativo:
Isso representa um avanço enorme em comparação com os cerca de 6% registrados em todo o ano de 2025 e os 9,8% de abril de 2026 .
A União Europeia impôs tarifas adicionais de até 35,3% sobre os veículos elétricos chineses a partir de 2024, com o objetivo de frear a concorrência . Um estudo do Instituto Kiel projetou uma queda de 25% nas importações de elétricos chineses
. A realidade, no entanto, foi bem diferente.
Enquanto avançam na Europa, as montadoras chinesas enfrentam uma grave crise em seu mercado interno. As vendas de veículos de passeio na China caíram 22,3% em maio em relação ao ano anterior, marcando o oitavo mês consecutivo de queda . Nos primeiros cinco meses de 2026, as vendas acumulam uma retração de 19,7%
.
Essa combinação de crise interna com sucesso externo está gerando uma onda recorde de exportações:
O avanço chinês na Europa é um fenômeno estrutural, impulsionado por tecnologia competitiva, preços agressivos e uma necessidade urgente de compensar a crise no mercado doméstico. As tarifas da UE se mostraram ineficazes para conter a maré, forçando uma adaptação das estratégias de importação e evidenciando a transformação radical da indústria automotiva global.