Sob o cessar-fogo mediado pelos EUA em 10 de outubro de 2025 — endossado pela Resolução 2803 do Conselho de Segurança da ONU (17 de novembro de 2025) — Israel se comprometeu a retirar suas forças para trás de uma linha de demarcação conhecida como "Linha Amarela" . Na prática, essa linha foi movida repetidamente para dentro de Gaza.
Expansão documentada. Em janeiro de 2026, a BBC confirmou por imagens de satélite que Israel havia reposicionado os marcadores da Linha Amarela mais a oeste, gerando incerteza para os moradores palestinos . Em abril de 2026, a Reuters noticiou que mapas militares israelenses mostravam uma área restrita adicional — delimitada por uma "linha laranja" — cobrindo cerca de 11% de Gaza além da Linha Amarela original. Juntas, essas zonas restringem quase dois terços do território total de Gaza
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Avanço contínuo. O OCHA (Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários) informou em 19 de junho de 2026 que tropas israelenses colocaram blocos de cimento amarelos no leste da Cidade de Gaza, sinalizando uma nova expansão da Linha Amarela para áreas povoadas e provocando novos deslocamentos . Em 26 de junho, o OCHA observou que a colocação dos blocos indicava expansão para áreas onde "força letal tem sido frequentemente usada"
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Forças israelenses permanecem posicionadas em áreas fora da Linha Amarela que cobrem mais de 50% da Faixa de Gaza já no segundo mês do cessar-fogo .
Apesar do cessar-fogo, as hostilidades continuam com um número significativo de vítimas.
Quase mil mortos. Segundo uma atualização do OCHA de 13 de junho de 2026, ataques aéreos, disparos de artilharia e tiros de Israel mataram 981 palestinos desde o anúncio do cessar-fogo . Em 29 de junho de 2026, o Escritório de Mídia do Governo de Gaza informou que esse número havia subido para 1.045 palestinos mortos e 3.380 feridos, documentando 3.465 violações israelenses do acordo
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Força letal na Linha Amarela. O Escritório de Direitos Humanos da ONU documentou que força letal tem sido frequentemente usada por forças israelenses na e ao redor da Linha Amarela, inclusive contra civis que se aproximam da demarcação . O boletim do governo do Reino Unido de junho de 2026 confirmou que operações militares e ataques aéreos israelenses continuam, particularmente em áreas sob controle israelense, causando baixas contínuas e danos à infraestrutura civil
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Ataques aéreos e tiros contínuos. Nos primeiros seis meses do cessar-fogo (até abril de 2026), o Escritório de Mídia do Governo de Gaza documentou 1.109 ataques aéreos e de artilharia, e 921 tiros contra civis .
A situação humanitária continua catastrófica. Principais constatações de fontes da ONU:
Moradia e saneamento. Oito meses após o cessar-fogo, 70% da população não tem moradia digna. Os sistemas de saneamento foram destruídos, e Israel continua a bloquear grande parte da ajuda alimentar e médica necessária .
Acesso à ajuda bloqueado. O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou profunda preocupação com a decisão de Israel de fechar as passagens de fronteira para Gaza, pedindo a reabertura imediata de todos os pontos de passagem . Apesar de um aumento de 70% na distribuição de ajuda nos primeiros meses do cessar-fogo em comparação com os níveis anteriores, o acesso se deteriorou desde então
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Fome e desnutrição. Uma declaração conjunta de ONGs e da ONU em outubro de 2025 alertou que uma "fome causada pelo homem se instalou devido ao bloqueio contínuo e ilegal de Israel", com dezenas de milhares de crianças em risco de morte por desnutrição aguda .
Alertas do Conselho de Segurança. Em 18 de junho de 2026, o Conselho de Segurança realizou uma reunião informativa aberta solicitada por seus dez membros eleitos, na qual altos funcionários da ONU descreveram as condições como "sombrias" e alertaram que a crise humanitária em Gaza estava sendo ofuscada por acontecimentos regionais mais amplos .
Resumo: O cessar-fogo existe no papel, mas não interrompeu operações militares letais, a expansão territorial ou a crise de ajuda humanitária. A convocação da cúpula pelo Hamas é uma resposta direta ao que vê como um projeto de deslocamento em andamento, apoiado por evidências de expansão das zonas controladas por Israel e baixas contínuas documentadas pela ONU e autoridades locais.