O primeiro alerta veio em 2 de maio de 2026, quando o Reino Unido notificou a OMS, sob o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), sobre um aglomerado de doenças respiratórias agudas graves a bordo do MV Hondius, um navio de cruzeiro de expedição polar de bandeira holandesa que estava a caminho de Cabo Verde . Testes laboratoriais iniciais confirmaram hantavírus no mesmo dia, e a cepa específica foi identificada como vírus Andes (ANDV) em 6 de maio pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD) da África do Sul e pelo laboratório HUG/CRIVE da Suíça . Naquele momento, três passageiros já haviam morrido.
O navio foi retido na costa de Cabo Verde enquanto uma operação internacional de evacuação era organizada . Em meados de maio, os passageiros desembarcaram em Tenerife e foram repatriados para seus países de origem . O último novo caso foi registrado em 25 de maio de 2026; nenhum caso adicional surgiu após essa data .
Em 22 de junho de 2026, a OMS emitiu uma avaliação de risco rápido atualizada concluindo que o surto estava contido . Em 2 de julho de 2026, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou formalmente o surto encerrado após o último contato próximo ser liberado da quarentena .
O surto resultou em 13 casos no total — 12 confirmados laboratorialmente para infecção pelo vírus Andes e 1 caso provável — e 3 mortes, todas entre pessoas que viajaram no MV Hondius . A taxa de letalidade foi de 23% .
O patógeno era o hantavírus Andes (ANDV), uma espécie de orthohantavírus nativa da América do Sul . O vírus Andes é o único hantavírus conhecido por ser capaz de transmissão sustentada entre humanos, ocorrendo por meio de gotículas respiratórias e contato próximo prolongado com pacientes sintomáticos . A maioria dos outros hantavírus é transmitida apenas de roedores para humanos.
A hipótese de trabalho da OMS, apoiada por análise genômica, é que os dois primeiros casos provavelmente adquiriram a infecção antes do embarque — essas pessoas viajaram extensivamente pela Argentina, Chile e Uruguai, onde o vírus Andes é endêmico, antes de embarcar no cruzeiro . O vírus então se espalhou entre passageiros e tripulantes no navio por meio de transmissão de humano para humano, provavelmente facilitada pelo ambiente confinado do navio . É importante destacar que todos os casos confirmados foram entre pessoas que viajaram no MV Hondius; não houve propagação para a comunidade documentada .
O navio transportava passageiros e tripulantes de 23 países (incluindo 9 países da UE/EEE), mas a resposta acabou abrangendo 33 países e territórios em todo o mundo . As autoridades de saúde identificaram e monitoraram mais de 650 contatos nessas jurisdições . No pico, 161 contatos estavam em acompanhamento ativo; no final de junho, 54 contatos permaneciam em quarentena, todos liberados em 2 de julho após testarem negativo . O esforço coordenado envolveu voos de repatriação, instalações de quarentena, testes de diagnóstico e rastreamento de contatos liderados por agências nacionais de saúde pública com coordenação da OMS .
Esclarecimento importante: O número de 33 países refere-se às jurisdições envolvidas na resposta de saúde pública e rastreamento de contatos — ou seja, países onde contatos foram identificados e monitorados — e não necessariamente países com casos confirmados . O navio em si tinha passageiros de 23 países.
O vírus Andes causa a síndrome pulmonar por hantavírus (SPH), que tem alta taxa de letalidade e, atualmente, não possui vacina licenciada ou terapia antiviral específica . Uma revisão publicada no PubMed em 31 de maio de 2026 observa que o ANDV é o único hantavírus capaz de transmissão sustentada entre humanos, destacando a necessidade de pesquisas contínuas sobre dinâmicas de transmissão e contramedidas . A ANRS (agência francesa de pesquisa) lançou uma "Unidade de Resposta a Surtos de Hantavírus" dedicada para coordenar pesquisas sobre a cepa do MV Hondius, incluindo epidemiologia molecular e coleta de dados clínicos . Nenhuma informação específica sobre o status de candidatos a vacinas, ensaios terapêuticos ou avanços em diagnósticos foi capturada nas fontes focadas no surto pesquisadas. Esta continua sendo uma área onde as evidências são insuficientes para fornecer uma atualização atual.
O primeiro alerta veio em 2 de maio de 2026, quando o Reino Unido notificou a OMS, sob o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), sobre um aglomerado de doenças respiratórias agudas graves a bordo do MV Hondius, um navio de cruzeiro de expedição polar de bandeira holandesa que estava a caminho de Cabo Verde . Testes laboratoriais iniciais confirmaram hantavírus no mesmo dia, e a cepa específica foi identificada como vírus Andes (ANDV) em 6 de maio pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD) da África do Sul e pelo laboratório HUG/CRIVE da Suíça . Naquele momento, três passageiros já haviam morrido.
O navio foi retido na costa de Cabo Verde enquanto uma operação internacional de evacuação era organizada . Em meados de maio, os passageiros desembarcaram em Tenerife e foram repatriados para seus países de origem . O último novo caso foi registrado em 25 de maio de 2026; nenhum caso adicional surgiu após essa data .
Em 22 de junho de 2026, a OMS emitiu uma avaliação de risco rápido atualizada concluindo que o surto estava contido . Em 2 de julho de 2026, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou formalmente o surto encerrado após o último contato próximo ser liberado da quarentena .
O surto resultou em 13 casos no total — 12 confirmados laboratorialmente para infecção pelo vírus Andes e 1 caso provável — e 3 mortes, todas entre pessoas que viajaram no MV Hondius . A taxa de letalidade foi de 23% .
O patógeno era o hantavírus Andes (ANDV), uma espécie de orthohantavírus nativa da América do Sul . O vírus Andes é o único hantavírus conhecido por ser capaz de transmissão sustentada entre humanos, ocorrendo por meio de gotículas respiratórias e contato próximo prolongado com pacientes sintomáticos . A maioria dos outros hantavírus é transmitida apenas de roedores para humanos.
A hipótese de trabalho da OMS, apoiada por análise genômica, é que os dois primeiros casos provavelmente adquiriram a infecção antes do embarque — essas pessoas viajaram extensivamente pela Argentina, Chile e Uruguai, onde o vírus Andes é endêmico, antes de embarcar no cruzeiro . O vírus então se espalhou entre passageiros e tripulantes no navio por meio de transmissão de humano para humano, provavelmente facilitada pelo ambiente confinado do navio . É importante destacar que todos os casos confirmados foram entre pessoas que viajaram no MV Hondius; não houve propagação para a comunidade documentada .
O navio transportava passageiros e tripulantes de 23 países (incluindo 9 países da UE/EEE), mas a resposta acabou abrangendo 33 países e territórios em todo o mundo . As autoridades de saúde identificaram e monitoraram mais de 650 contatos nessas jurisdições . No pico, 161 contatos estavam em acompanhamento ativo; no final de junho, 54 contatos permaneciam em quarentena, todos liberados em 2 de julho após testarem negativo . O esforço coordenado envolveu voos de repatriação, instalações de quarentena, testes de diagnóstico e rastreamento de contatos liderados por agências nacionais de saúde pública com coordenação da OMS .
Esclarecimento importante: O número de 33 países refere-se às jurisdições envolvidas na resposta de saúde pública e rastreamento de contatos — ou seja, países onde contatos foram identificados e monitorados — e não necessariamente países com casos confirmados . O navio em si tinha passageiros de 23 países.
O vírus Andes causa a síndrome pulmonar por hantavírus (SPH), que tem alta taxa de letalidade e, atualmente, não possui vacina licenciada ou terapia antiviral específica . Uma revisão publicada no PubMed em 31 de maio de 2026 observa que o ANDV é o único hantavírus capaz de transmissão sustentada entre humanos, destacando a necessidade de pesquisas contínuas sobre dinâmicas de transmissão e contramedidas . A ANRS (agência francesa de pesquisa) lançou uma "Unidade de Resposta a Surtos de Hantavírus" dedicada para coordenar pesquisas sobre a cepa do MV Hondius, incluindo epidemiologia molecular e coleta de dados clínicos . Nenhuma informação específica sobre o status de candidatos a vacinas, ensaios terapêuticos ou avanços em diagnósticos foi capturada nas fontes focadas no surto pesquisadas. Esta continua sendo uma área onde as evidências são insuficientes para fornecer uma atualização atual.