Em 2026, o papel de Hong Kong como hub de transbordo de semicondutores para a China se intensificou drasticamente, marcado por déficits comerciais recordes, surtos de importação de mais de 40% e escrutínio crescente sobre sua função como rota de evasão de sanções, em meio à escalada dos controles de exportação dos EUA e a um boom de demanda global impulsionado pela inteligência artificial.
Estatísticas-chave
- Déficits comerciais recordes. O déficit comercial de Hong Kong atingiu HK$ 89,1 bilhões em março de 2026 — o maior desde o início dos registros em 1952 —, com as importações crescendo 41,2% em relação ao ano anterior, para um recorde histórico
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. O déficit se ampliou ainda mais em maio, para HK$ 44,2 bilhões
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- Crescimento sustentado do comércio em dois dígitos. Em fevereiro de 2026, as exportações cresceram 24,7% e as importações, 29,9%
. Em maio, tanto as exportações quanto as importações ultrapassaram 40% de crescimento anual pelo segundo mês consecutivo, impulsionadas por eletrônicos relacionados à IA
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- Importações de equipamentos para semicondutores. No período de abril de 2025 a março de 2026, as importações de máquinas de fabricação de dispositivos semicondutores (HS 848620) por Hong Kong chegaram a US$ 2,81 bilhões, um aumento anual de 40% em valor e de 30% em tonelagem, embora os meses mais recentes mostrem uma contração .