Este alerta foi o ponto culminante de uma ofensiva diplomática de meses. Em 4 de maio de 2026, os Estados Unidos e aliados do Golfo apresentaram um projeto de resolução da ONU ameaçando sanções ou outras medidas a menos que o Irã interrompesse os ataques a navios no estreito, parasse de impor 'pedágios ilegais' e revelasse a localização de todas as minas para garantir a passagem segura . O projeto também pedia que o Irã cooperasse com os planos da ONU para um corredor humanitário através do estreito para o fornecimento de suprimentos essenciais .
O Bahrein atuou como o principal estado do Golfo na documentação dos ataques iranianos na ONU durante todo o conflito de 2026. Seu esforço de coleta de evidências foi extenso e em múltiplas camadas:
Cartas à ONU: A Missão Permanente do Bahrein enviou pelo menos oito cartas ao Secretário-Geral da ONU e ao Presidente do Conselho de Segurança entre o final de fevereiro e o final de junho de 2026. Essas cartas documentaram ataques específicos com mísseis e drones, incluindo estatísticas sobre o número de ataques, danos à infraestrutura civil e evidências de agressão ilegal .
Resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU: Em 11 de março de 2026, o Bahrein circulou e garantiu a adoção da Resolução 2817, que condenou os 'ataques flagrantes' do Irã contra sete países: Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia . A resolução também condenou ataques a navios que transitavam pelo Estreito de Ormuz . Foi copatrocinada por 136 países e adotada por uma votação de 13 a 0, com Rússia e China se abstendo .
Ataques pós-MoU: Após a assinatura do MoU em 17 de junho, o Irã lançou novos ataques. Em 28 de junho de 2026, o Bahrein convocou uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU, documentando uma 'segunda onda consecutiva de mísseis balísticos e drones iranianos' visando o território bareinita . O Ministério das Relações Exteriores do Bahrein caracterizou os ataques como um 'padrão deliberado e sistemático de agressão' e uma violação direta tanto da Resolução 2817 quanto do MoU de Islamabad .
O Memorando de Entendimento de Islamabad (MoU de 17 de junho) é um acordo-quadro de 14 pontos assinado remotamente pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian . Os principais termos incluem:
No entanto, o MoU é frágil e foi parcialmente rompido. O Irã reabriu brevemente o Estreito de Ormuz, mas o fechou novamente em poucos dias, citando os contínuos ataques israelenses no sul do Líbano como uma violação do acordo — uma alegação negada pelos militares dos EUA . Bahrein e Emirados Árabes Unidos relataram novos ataques iranianos com mísseis e drones no final de junho .
No final de junho de 2026, analistas descreveram o MoU como 'gerenciando a dor em vez de encerrar a guerra', sem nenhum acordo final alcançado e com violações contínuas de ambos os lados . No front doméstico dos EUA, membros democratas da Câmara solicitaram uma sessão informativa classificada imediata sobre o MoU em 3 de julho, exigindo que o texto completo e quaisquer acordos paralelos fossem fornecidos ao Congresso .