O funeral foi marcado por ameaças extraordinárias de segurança, pela exclusão de líderes europeus, denúncias de participação forçada da população e pela ausência conspicua do filho do aiatolá e seu sucessor, Mojtaba Khamenei.
O cortejo seguiu uma rota cuidadosamente coreografada:
O funeral estava previsto originalmente para 4 a 6 de março, mas foi adiado por causa da escalada da guerra entre Irã, EUA e Israel . As autoridades só anunciaram as datas de julho após um frágil cessar-fogo entre Washington e Teerã entrar em vigor .
A segurança foi extraordinariamente apertada, descrita por especialistas em contraterrorismo como um ambiente "cheio de alvos" e a maior aposta de segurança do Irã .
Representantes de cerca de 30 países compareceram, com uma cerimônia diplomática separada para chefes de Estado estrangeiros .
Presenças confirmadas: O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif; o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev; além de delegações da China, Índia, Iraque e Afeganistão .
Líderes europeus explicitamente excluídos: O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que os países europeus não teriam a "honra" de participar porque "não ficaram do lado certo da história" durante a guerra . Nenhum chefe de Estado do Ocidente ou da Europa foi convidado ou compareceu .
A agência Iran International noticiou que dezenas de mensagens de cidadãos descreviam uma campanha de pressão por parte das autoridades iranianas e instituições ligadas ao Estado . Empresas foram orientadas a fechar, e funcionários foram instruídos a comparecer às cerimônias, tornando a participação efetivamente obrigatória por meio de ordens no local de trabalho . Os três dias oficiais de luto envolveram uma paralisação quase total do comércio e do governo, apresentada como luto público espontâneo, mas imposta por canais estatais .
Mojtaba Khamenei, nomeado líder supremo pela Assembleia dos Expertos após a morte do pai, não apareceu em público no funeral . O aiatolá Hakim Elahi, representante do novo líder supremo na Índia, confirmou em entrevista exclusiva que a decisão foi motivada pelo medo de assassinato, já que as tensões com Israel continuavam altas .
Múltiplos relatos indicam que Mojtaba também ficou ferido no mesmo ataque de 28 de fevereiro que matou seu pai e não foi visto em público desde que assumiu a liderança — mais de quatro meses sem qualquer vídeo, áudio ou aparição pública . Autoridades de segurança iranianas supostamente se recusaram a permitir que ele liderasse as orações fúnebres, apesar de seu desejo de fazê-lo, com medo de que ele pudesse ser alvo de um ataque . Circularam relatos de que seus ferimentos eram tão graves que ele não conseguiu governar inicialmente, embora os oficiais insistam que ele está com plena saúde .
A ausência do novo líder supremo no próprio funeral do pai destacou os enormes desafios de segurança e sucessão que o Irã enfrenta .