6 a 8 de maio de 2026 — Após "hesitação de alguns credores" sobre preço e risco de avaliação, o SoftBank reduziu a meta em 40%, para US$ 6 bilhões . A redução foi o sinal mais claro de que nem mesmo a avaliação de US$ 852 bilhões da OpenAI na rodada principal tinha fechado a lacuna entre o preço de etiqueta e o que os bancos emprestariam contra ele
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7 de maio de 2026 — Simultaneamente, o SoftBank garantiu um empréstimo-ponte separado de US$ 40 bilhões, sem garantia, organizado pelo JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Mizuho, SMBC e MUFG, com vencimento em março de 2027, para financiar seu investimento adicional na OpenAI .
10 de junho de 2026 — A Bloomberg noticiou que até as negociações do empréstimo de US$ 6 bilhões tinham travado. As ações do SoftBank caíram quase 10% com a notícia . A empresa começou a considerar várias opções alternativas de captação
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Final de junho / 1º de julho de 2026 — A Reuters noticiou com exclusividade que o SoftBank tinha retomado as negociações para o valor total de US$ 10 bilhões, agora oferecendo uma garantia corporativa que entraria em ação se a garantia da OpenAI se mostrasse insuficiente em caso de chamada de margem ou inadimplência . Esta proteção com recurso integral do próprio SoftBank Group foi projetada para preencher a lacuna de incerteza de avaliação que havia bloqueado o negócio.
A principal mudança é que o SoftBank está agora oferecendo sua própria garantia corporativa como um atrativo. Se a garantia da OpenAI for insuficiente durante uma chamada de margem ou inadimplência, o próprio SoftBank Group cobriria a diferença. Isso converte o empréstimo de uma estrutura com recurso limitado (garantido apenas pelas ações da OpenAI) para uma com uma proteção de recurso integral da empresa controladora .
Três bancos estão confirmados nas negociações para o empréstimo retomado:
Esses três já estavam envolvidos nas discussões anteriores e estão novamente à mesa para a estrutura atual .
A novela do empréstimo com garantia não pode ser entendida isoladamente. Ela é uma peça de um quebra-cabeça financeiro muito maior:
A saga do SoftBank reflete uma tendência mais ampla: a crescente relutância dos bancos em aceitar ações ilíquidas de empresas fechadas como garantia. Os motivos incluem:
Opacidade de avaliação — A OpenAI não tem preço de negociação pública, e sua avaliação salta dramaticamente entre rodadas de captação. Os bancos têm dificuldade em estabelecer relações defensáveis entre o valor do empréstimo e o valor da garantia .
Falta de um mecanismo de chamada de margem — Se a garantia não é negociada publicamente, o credor não pode liquidar rapidamente as ações em um cenário de estresse. Isso é fundamentalmente diferente de empréstimos com garantia de ações públicas como Arm ou Nvidia .
Risco de concentração — O SoftBank está efetivamente pedindo aos credores que assumam exposição concentrada a uma única empresa de IA fechada que já é o centro do próprio balanço do SoftBank .
Incerteza do IPO — Embora a OpenAI tenha protocolado confidencialmente um pedido de IPO nos EUA em maio de 2026, nenhuma data ou faixa de valuation foi definida, deixando os credores sem um cronograma claro de saída .
O contraste com o empréstimo anterior do SoftBank com garantia de ações da Arm (uma empresa pública), que foi concluído com sucesso em 2025, ressalta a diferença: os credores estão dispostos a emprestar contra ações negociadas em bolsa, mas permanecem céticos em relação a garantias de empresas fechadas .