O LNG Outlook 2026 da Shell projeta que o comércio global de GNL ficará estagnado em 2026 – ou pode até contrair – devido à crise no Estreito de Ormuz, que interrompeu cerca de um quinto da oferta mensal global. Apesar da crise de curto prazo, a Shell prevê 180 milhões de toneladas/ano de nova oferta de GNL até 2030...

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A Shell divulgou seu LNG Outlook 2026 em 30 de junho de 2026, oferecendo uma análise abrangente de como a crise no Estreito de Ormuz – desencadeada pelo conflito com o Irã no final de fevereiro de 2026 – está remodelando o mercado global de gás natural liquefeito (GNL). O relatório aborda desde a estagnação do comércio e os picos de preços até as projeções de crescimento da demanda de longo prazo e as mudanças na dinâmica do mercado.
A interrupção no Estreito de Ormuz retirou de circulação cerca de um quinto da oferta mensal global de GNL . O cenário base da Shell é que o comércio global de GNL em 2026 permaneça estável (comparável às 422 milhões de toneladas de 2025), desde que o transporte volte ao normal até o verão
. No entanto, em um cenário alternativo apresentado no Outlook, a oferta de GNL pode sofrer uma rara contração anual se as interrupções persistirem
. Isso marca uma reversão drástica em relação às expectativas da Shell antes da crise, que previam um crescimento significativo em 2026
.
Os preços spot do GNL na Ásia saltaram de níveis pré-crise de cerca de US$ 10/MMBtu para mais de US$ 20/MMBtu. No início de março de 2026, o Japan-Korea Marker (JKM) atingiu cerca de US$ 23,80/MMBtu – uma máxima de três anos – antes de recuar ligeiramente com um plano dos EUA para garantir o trânsito em Ormuz . O próprio Outlook da Shell observa que a crise elevou os preços spot asiáticos para acima de US$ 20/MMBtu
. A Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) informou que, no final de abril, o JKM havia subido 51% em relação aos níveis anteriores ao fechamento, para US$ 16,02/MMBtu, enquanto o benchmark europeu TTF subiu 35%, para US$ 14,80/MMBtu
.
A Shell espera que o crescimento seja retomado em 2027, desde que o transporte pelo Estreito de Ormuz volte ao normal . O Outlook apresenta isso como uma recuperação condicional: o comércio estagna em 2026 e o crescimento é retomado no ano seguinte
. A ressalva central é "se os fluxos voltarem ao normal neste verão"
. Um alto executivo da Shell, Cedric Cremers, também expressou preocupação em março de 2026 de que o conflito poderia impactar a confiança de longo prazo na confiabilidade da oferta de GNL, mesmo que os volumes atuais sejam suficientes
.
A Shell prevê que cerca de 180 milhões de toneladas por ano de nova oferta de GNL entrarão no mercado até 2030, melhorando a disponibilidade e acessibilidade e abrindo demanda em novos mercados . Esta onda é liderada por projetos no Catar e nos Estados Unidos, com os EUA ampliando sua liderança como o maior exportador mundial de GNL
. Outlooks anteriores da Shell também destacaram que os EUA poderiam atingir 180 milhões de toneladas por ano até 2030, respondendo por um terço da oferta global
.
A Shell projeta que a demanda global de GNL aumentará de 422 milhões de toneladas em 2025 para uma mediana de cerca de 695 milhões de toneladas por ano até 2050 – um aumento de aproximadamente 65% . A faixa indicada pela Shell é de 610 a 780 milhões de toneladas por ano até 2050, com o ponto médio próximo a 695 milhões de toneladas
. O principal motor é a transição do carvão para o gás na Ásia, com o crescimento econômico asiático e as metas de qualidade do ar sustentando o crescimento estrutural da demanda
. A documentação para acionistas da Shell também observa que suas projeções se estendem até 2050, com a demanda devendo aumentar de 45% a 85% em relação aos níveis de 2025
.
A crise está acelerando uma mudança no mercado. Os exportadores de GNL dos EUA estão ganhando participação de mercado à medida que a oferta do Catar e dos Emirados Árabes Unidos é interrompida . O aumento da produção de liquefação na América do Norte está ajudando a preencher a lacuna
. Uma análise da S&P Global de março de 2026 observa que os mercados da Ásia-Pacífico são os mais afetados pela interrupção, dada sua forte dependência de cargas do Catar e dos Emirados Árabes Unidos
. A aceleração de novas instalações de liquefação na América do Norte, o melhor desempenho em plantas existentes e as importações mais lentas da Ásia compensaram parcialmente o impacto da oferta reduzida do Oriente Médio
.
O Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF) relatou que as importações asiáticas de GNL caíram 4,3% em relação ao ano anterior no início de 2026, diretamente atribuído aos cortes de oferta do Catar e dos Emirados Árabes Unidos . O fechamento do Estreito de Ormuz removeu aproximadamente 1,5 milhão de toneladas por semana da oferta (19% das exportações globais)
. Analistas terceirizados, incluindo a Wood Mackenzie, estimaram que a demanda asiática enfrentaria um déficit potencial de 4 a 5 milhões de toneladas até o terceiro trimestre de 2026 se as interrupções persistissem
. O Outlook da Shell adverte que uma interrupção sustentada reduziria significativamente a absorção asiática.
Observação importante: Muitos dos números mais granulares (como o déficit exato de 4 a 5 milhões de toneladas na demanda asiática) vêm de analistas terceirizados e rastreadores de commodities, não diretamente do texto do Outlook da Shell. O Outlook publicado pela própria Shell enfatiza principalmente o cenário de comércio estável, o risco de contração e a trajetória de crescimento da demanda de longo prazo.
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O LNG Outlook 2026 da Shell projeta que o comércio global de GNL ficará estagnado em 2026 – ou pode até contrair – devido à crise no Estreito de Ormuz, que interrompeu cerca de um quinto da oferta mensal global.
O LNG Outlook 2026 da Shell projeta que o comércio global de GNL ficará estagnado em 2026 – ou pode até contrair – devido à crise no Estreito de Ormuz, que interrompeu cerca de um quinto da oferta mensal global. Apesar da crise de curto prazo, a Shell prevê 180 milhões de toneladas/ano de nova oferta de GNL até 2030 e um aumento de aproximadamente 65% na demanda global de GNL para uma mediana de 695 milhões de toneladas/ano a...
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