Na física convencional, campos magnéticos são o 'calcanhar de Aquiles' da supercondutividade. Um campo magnético externo destrói o estado supercondutor ao desalinhar os pares de elétrons (responsáveis pela corrente sem resistência). As descobertas do MIT viram essa lógica de cabeça para baixo:
Para explicar esses fenômenos bizarros, a equipe do MIT propõe que o mecanismo por trás deles é o pareamento spin-tripleto (spin-triplet pairing). Para entender: nos supercondutores convencionais, os elétrons se emparelham com spins opostos (como um 'casal dançando de mãos dadas, mas olhando para lados opostos'). No pareamento spin-tripleto, os elétrons se emparelham com spins paralelos (como um 'casal dançando de mãos dadas e olhando na mesma direção') .
Os principais elementos teóricos são:
Essas descobertas vão muito além de uma curiosidade de laboratório. Elas têm implicações profundas para a física fundamental e para tecnologias futuras:
Embora as temperaturas de transição observadas (cerca de 300 mK) ainda estejam muito distantes da temperatura ambiente, estas descobertas são um passo fundamental. Elas demonstram que é possível obter supercondutividade com propriedades exóticas (como a quiralidade e a resiliência a campos magnéticos) em materiais relativamente simples e abundantes como o grafeno. O próximo passo da pesquisa será entender como esses estados podem ser manipulados e, quem sabe, como a temperatura de transição pode ser aumentada. O MIT e outros laboratórios ao redor do mundo já estão na corrida .