O documento argumenta que a estrutura atual do mercado é "bem-funcionante, resiliente e proporciona um processo robusto de formação de preços" e que uma nova rodada de reformas seria "contraproducente e fundamentalmente prejudicial" .
As intervenções regulatórias propostas focam nos Systematic Internalisers (SIs) — bancos e corretoras que executam ordens de clientes fora das bolsas, de forma bilateral, em vez de em uma bolsa pública.
A posição conjunta do E6, publicada em maio de 2026, pede um "campo de jogo nivelado" (level playing field) entre as plataformas de negociação (exchanges) e os bancos que atuam como SIs, implicando em restrições mais rígidas e mais transparência para as negociações fora das bolsas . O E6 também defende a implementação faseada da supervisão centralizada sob a ESMA para as principais infraestruturas de mercado .
SIs não são plataformas de negociação. Esta é a objeção mais fundamental da indústria. A AFME argumenta que os bancos que atuam como SIs não operam sistemas de negociação multilaterais como as bolsas. Eles executam negócios bilateralmente com seus clientes, proporcionando imediatismo e certeza para grandes blocos de ações que moveriam o mercado se fossem executados em uma bolsa pública (lit exchange) . Tratá-los da mesma forma que as plataformas de negociação, diz a AFME, parte de uma "premissa falsa" .
Prevenindo o excesso regulatório. A indústria alerta que apertar as regras para SIs forçaria o fluxo de ordens de volta para as bolsas públicas, reduzindo a flexibilidade para investidores institucionais que dependem da execução fora das bolsas para minimizar o impacto de suas grandes operações no mercado .
Momento e acúmulo de encargos. As firmas ainda estão implementando as mudanças da revisão mais recente do MiFIR/MiFID II. A AFME argumenta que lançar outra reforma agora seria prematuro e oneroso . O documento do registro de lobby alemão (Lobbyregister des Deutschen Bundestages) chama a iniciativa explicitamente de "contraproducente e fundamentalmente desalinhada com o objetivo de simplificação" .
O E6 — Alemanha, França, Itália, Espanha, Países Baixos e Polônia — emitiu sua posição conjunta em maio de 2026, pedindo uma transferência faseada dos poderes de supervisão para a ESMA e maior transparência no mercado de ações . O Irish Times reportou que a medida enfrentou resistência de estados menores como Irlanda e Luxemburgo .
Desafiando a premissa do 'campo de jogo nivelado'. O documento da AFME rebate diretamente o pedido do E6, argumentando que os SIs cumprem uma função distinta e legítima .
Preocupações com a competitividade. Figuras importantes do setor bancário questionam se novas regras são justificadas num momento em que a UE tenta expandir seus mercados de capitais. Lorenzo Bini Smaghi, chairman do Société Générale, chamou os novos padrões para a carteira de negociação (FRTB) de "penalizadores" e questionou se fazem sentido para a Europa .
Risco de excesso de regulação. Um gestor de fundos francês, a BDL Capital Management, afirmou que a regulamentação do mercado da UE está "nos levando contra uma parede", argumentando que ela favorece os gigantes passivos de investimento dos EUA em detrimento dos gestores ativos europeus .
Esses argumentos ocorrem em um contexto regulatório mais amplo:
A 'Call for Evidence' da ESMA (abril de 2026) reconhece explicitamente as preocupações com "um aumento acentuado nas negociações 'dark', uma diminuição correspondente nas negociações contínuas em mercado 'lit' e um aumento nos arranjos de negociação bilateral, como aqueles que envolvem Systematic Internalisers" . Essa é exatamente a tendência que os bancos dizem não ser prejudicial.
A Comissão Europeia em junho de 2026 adotou um ato delegado alterando a Revisão Fundamental da Carteira de Negociação (FRTB) — uma regra prudencial separada, mas relacionada, para o risco de mercado dos bancos . Isso mostra o aperto regulatório mais amplo que os bancos enfrentam.
O BCE manifestou separadamente seu apoio às propostas da Comissão para aprofundar a integração do mercado de capitais, incluindo a remoção de barreiras às negociações transfronteiriças .
A posição da indústria é apoiada por fontes primárias, como o documento de posição da AFME e os registros de lobby. A perspectiva regulatória está bem documentada na 'Call for Evidence' da ESMA e na declaração conjunta do E6. A principal questão não resolvida continua sendo aquela que os bancos estão fazendo: onde está a evidência do dano?
A 'Call for Evidence' da ESMA, que foi encerrada em 30 de junho de 2026, fornecerá um relatório de retorno na segunda metade de 2026 . Esse relatório pode tanto validar o argumento da indústria de que o mercado está funcionando bem quanto fornecer os dados que os reguladores dizem precisar para justificar a intervenção.
Resumo dos principais argumentos por fonte:
| Argumento | Fonte Primária |
|---|---|
| Não há evidências de que a negociação fora das bolsas tenha prejudicado a formação de preços | Reuters ; posição da AFME |
| SIs não são plataformas de negociação; "campo de jogo nivelado" é uma premissa falsa | Documento da AFME "Challenging the Myths" |
| Outra reforma é prematura; firmas ainda implementam o MiFID II | AFME/Registro de lobby alemão |
| Excesso de regulação prejudica a competitividade da UE frente a EUA/Reino Unido | Chairman do SocGen ; BDL Capital |
| O mercado já é bem-funcionante e resiliente | Posição da AFME |
O documento argumenta que a estrutura atual do mercado é "bem-funcionante, resiliente e proporciona um processo robusto de formação de preços" e que uma nova rodada de reformas seria "contraproducente e fundamentalmente prejudicial" .
As intervenções regulatórias propostas focam nos Systematic Internalisers (SIs) — bancos e corretoras que executam ordens de clientes fora das bolsas, de forma bilateral, em vez de em uma bolsa pública.
A posição conjunta do E6, publicada em maio de 2026, pede um "campo de jogo nivelado" (level playing field) entre as plataformas de negociação (exchanges) e os bancos que atuam como SIs, implicando em restrições mais rígidas e mais transparência para as negociações fora das bolsas . O E6 também defende a implementação faseada da supervisão centralizada sob a ESMA para as principais infraestruturas de mercado .
SIs não são plataformas de negociação. Esta é a objeção mais fundamental da indústria. A AFME argumenta que os bancos que atuam como SIs não operam sistemas de negociação multilaterais como as bolsas. Eles executam negócios bilateralmente com seus clientes, proporcionando imediatismo e certeza para grandes blocos de ações que moveriam o mercado se fossem executados em uma bolsa pública (lit exchange) . Tratá-los da mesma forma que as plataformas de negociação, diz a AFME, parte de uma "premissa falsa" .
Prevenindo o excesso regulatório. A indústria alerta que apertar as regras para SIs forçaria o fluxo de ordens de volta para as bolsas públicas, reduzindo a flexibilidade para investidores institucionais que dependem da execução fora das bolsas para minimizar o impacto de suas grandes operações no mercado .
Momento e acúmulo de encargos. As firmas ainda estão implementando as mudanças da revisão mais recente do MiFIR/MiFID II. A AFME argumenta que lançar outra reforma agora seria prematuro e oneroso . O documento do registro de lobby alemão (Lobbyregister des Deutschen Bundestages) chama a iniciativa explicitamente de "contraproducente e fundamentalmente desalinhada com o objetivo de simplificação" .
O E6 — Alemanha, França, Itália, Espanha, Países Baixos e Polônia — emitiu sua posição conjunta em maio de 2026, pedindo uma transferência faseada dos poderes de supervisão para a ESMA e maior transparência no mercado de ações . O Irish Times reportou que a medida enfrentou resistência de estados menores como Irlanda e Luxemburgo .
Desafiando a premissa do 'campo de jogo nivelado'. O documento da AFME rebate diretamente o pedido do E6, argumentando que os SIs cumprem uma função distinta e legítima .
Preocupações com a competitividade. Figuras importantes do setor bancário questionam se novas regras são justificadas num momento em que a UE tenta expandir seus mercados de capitais. Lorenzo Bini Smaghi, chairman do Société Générale, chamou os novos padrões para a carteira de negociação (FRTB) de "penalizadores" e questionou se fazem sentido para a Europa .
Risco de excesso de regulação. Um gestor de fundos francês, a BDL Capital Management, afirmou que a regulamentação do mercado da UE está "nos levando contra uma parede", argumentando que ela favorece os gigantes passivos de investimento dos EUA em detrimento dos gestores ativos europeus .
Esses argumentos ocorrem em um contexto regulatório mais amplo:
A 'Call for Evidence' da ESMA (abril de 2026) reconhece explicitamente as preocupações com "um aumento acentuado nas negociações 'dark', uma diminuição correspondente nas negociações contínuas em mercado 'lit' e um aumento nos arranjos de negociação bilateral, como aqueles que envolvem Systematic Internalisers" . Essa é exatamente a tendência que os bancos dizem não ser prejudicial.
A Comissão Europeia em junho de 2026 adotou um ato delegado alterando a Revisão Fundamental da Carteira de Negociação (FRTB) — uma regra prudencial separada, mas relacionada, para o risco de mercado dos bancos . Isso mostra o aperto regulatório mais amplo que os bancos enfrentam.
O BCE manifestou separadamente seu apoio às propostas da Comissão para aprofundar a integração do mercado de capitais, incluindo a remoção de barreiras às negociações transfronteiriças .
A posição da indústria é apoiada por fontes primárias, como o documento de posição da AFME e os registros de lobby. A perspectiva regulatória está bem documentada na 'Call for Evidence' da ESMA e na declaração conjunta do E6. A principal questão não resolvida continua sendo aquela que os bancos estão fazendo: onde está a evidência do dano?
A 'Call for Evidence' da ESMA, que foi encerrada em 30 de junho de 2026, fornecerá um relatório de retorno na segunda metade de 2026 . Esse relatório pode tanto validar o argumento da indústria de que o mercado está funcionando bem quanto fornecer os dados que os reguladores dizem precisar para justificar a intervenção.
Resumo dos principais argumentos por fonte:
| Argumento | Fonte Primária |
|---|---|
| Não há evidências de que a negociação fora das bolsas tenha prejudicado a formação de preços | Reuters ; posição da AFME |
| SIs não são plataformas de negociação; "campo de jogo nivelado" é uma premissa falsa | Documento da AFME "Challenging the Myths" |
| Outra reforma é prematura; firmas ainda implementam o MiFID II | AFME/Registro de lobby alemão |
| Excesso de regulação prejudica a competitividade da UE frente a EUA/Reino Unido | Chairman do SocGen ; BDL Capital |
| O mercado já é bem-funcionante e resiliente | Posição da AFME |