O BIS critica as stablecoins por não atenderem a propriedades fundamentais do dinheiro, como unicidade, elasticidade da oferta e interoperabilidade entre livros razão [7]. A adoção generalizada de stablecoins pode criar riscos macroeconômicos e de estabilidade financeira, afetando depósitos bancários e a oferta de c...
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O Relatório Anual de 2026 do Banco de Compensações Internacionais (BIS) traz uma análise contundente sobre as stablecoins e apresenta uma alternativa concreta baseada na tokenização dentro do sistema bancário tradicional de dois níveis . A seguir, os principais achados e recomendações de política, extraídos dos materiais do BIS e de reportagens relacionadas .
1. Stablecoins não cumprem propriedades fundamentais do dinheiro.
O BIS argumenta que os designs atuais das stablecoins falham em propriedades essenciais que sustentam a confiança no dinheiro — especialmente a unicidade (singleness), a elasticidade da oferta e a interoperabilidade entre diferentes livros-razão . Stablecoins em blockchains públicas sem permissão também enfrentam desafios relacionados à integridade financeira e escalabilidade .
2. Adoção generalizada criaria riscos macroeconômicos e de estabilidade financeira.
O BIS alerta que o uso amplo de stablecoins pode afetar o financiamento de depósitos bancários e a oferta de crédito, com potenciais implicações para a estabilidade financeira . Os crescentes vínculos das stablecoins com o sistema financeiro tradicional também podem transmitir estresse entre mercados e gerar desafios regulatórios para as autoridades .
3. 'Dolarização digital' via stablecoins ameaça economias emergentes e em desenvolvimento (EMDEs).
O BIS alerta que o uso mais amplo de stablecoins denominadas em moeda estrangeira pode levantar preocupações sobre a soberania monetária em algumas jurisdições . O FMI também observa que a demanda por stablecoins é frequentemente elevada em países com fundamentos e políticas mais fracos, gerando preocupações com substituição de moeda .
4. Os vínculos das stablecoins com o sistema financeiro tradicional estão crescendo, levantando desafios de política em áreas como integridade financeira, proteção ao consumidor e estabilidade financeira .
Curto prazo: Regular e corrigir o design atual das stablecoins.
O BIS pede uma ação global coordenada para a regulação das stablecoins, com a cooperação internacional descrita como criticamente importante para evitar fragmentação e abordar riscos . A análise do BIS também aponta a necessidade de medidas políticas que preservem a integridade financeira e mitiguem riscos de estabilidade financeira à medida que as stablecoins se tornam mais conectadas às finanças tradicionais .
Longo prazo: Integrar a tokenização ao sistema bancário de dois níveis por meio de um livro-razão unificado.
Em vez de depender de sistemas paralelos construídos em blockchains públicas, o BIS argumenta que a tokenização deve ser desenvolvida de forma a preservar o papel do dinheiro do banco central como âncora do sistema monetário . O trabalho de tokenização do BIS destaca plataformas programáveis, liquidação atômica e representações tokenizadas de dinheiro e outros ativos como formas de melhorar a infraestrutura do mercado financeiro .
O princípio unificador: a tecnologia deve servir, não minar, as funções centrais de bem público do dinheiro . A resposta do BIS não é simplesmente rejeitar a inovação, mas incorporar a tokenização dentro do sistema monetário regulamentado de dois níveis .
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O BIS critica as stablecoins por não atenderem a propriedades fundamentais do dinheiro, como unicidade, elasticidade da oferta e interoperabilidade entre livros razão [7].
O BIS critica as stablecoins por não atenderem a propriedades fundamentais do dinheiro, como unicidade, elasticidade da oferta e interoperabilidade entre livros razão [7]. A adoção generalizada de stablecoins pode criar riscos macroeconômicos e de estabilidade financeira, afetando depósitos bancários e a oferta de crédito [3][4].
A 'dolarização digital' via stablecoins ameaça a soberania monetária de economias emergentes e em desenvolvimento (EMDEs) [4][22].