Fabricantes de chips como Samsung, SK Hynix e Micron responderam reorientando suas linhas de produção, antes dedicadas aos chips de consumo padrão (DRAM e NAND), para esses chips HBM de margem mais alta . Em meados de 2026, a produção de HBM já consumia aproximadamente 23% de toda a capacidade de wafers de DRAM . Isso criou uma seca de oferta para a memória usada em PCs, smartphones, consoles de videogame e carros.
Os dados de preço são contundentes:
O banco de investimentos Jefferies prevê um novo aumento de 40% a 50% no terceiro trimestre de 2026 e de 30% a 40% no quarto trimestre, com aumentos anuais de DRAM de 40% a 45% ao longo de 2027. A primeira moderação significativa de preços, uma queda de 15% a 20%, não é esperada antes de 2028 . Os fabricantes de memória declararam publicamente que estão com vendas garantidas para todo o ano de 2026, sem nova capacidade relevante antes do final de 2027 .
As consequências para os consumidores já estão sendo sentidas. A consultoria Gartner projeta que o aumento combinado dos preços de DRAM e SSD elevará os preços dos PCs em 17% e dos smartphones em 13% até o final de 2026 . Isso não é apenas uma previsão — os aumentos já estão em andamento.
Fabricantes de PCs e OEMs: HP, Dell e até mesmo a Raspberry Pi aumentaram os preços de seus produtos, citando explicitamente o aumento dos custos de memória . Sony e Microsoft alertaram que os preços dos consoles podem subir à medida que os custos crescentes se propagam por suas cadeias de suprimentos .
Queda nas vendas: Os preços mais altos estão sufocando a demanda. A IDC agora prevê que o mercado global de PCs encolha 11,3% em 2026, e as vendas de smartphones caiam 12,9% — ambos os números foram revisados para baixo em relação às estimativas anteriores de 8% a 9% e 5,2%, respectivamente . A dinâmica é uma "crise de rentabilidade": os OEMs dizem que não conseguem repassar integralmente o aumento dos custos de memória sem destruir a demanda, então estão cortando a produção .
A Apple, a empresa de eletrônicos de consumo mais valiosa do mundo, com a cadeia de suprimentos mais invejada do setor, não está imune. Em 25 de junho de 2026, a Apple aumentou os preços de seus iPads e MacBooks, afirmando que não conseguia mais absorver os custos crescentes das memórias e chips de armazenamento .
O iPhone foi poupado — por enquanto. A linha iPhone ainda não sofreu aumento de preço, mas o CEO da Apple, Tim Cook, já avisou que aumentos são "inevitáveis" devido ao aumento insustentável dos custos de fornecimento . Analistas esperam amplamente que os preços do iPhone subam ainda em 2026 ou com o próximo ciclo de modelo . Cook também confirmou, no início de 2026, que a Apple enfrentava desafios para garantir componentes de memória suficientes para atender à demanda do iPhone, limitando diretamente os volumes de produção .
As ações da Apple caíram após o anúncio do aumento de preços em junho, enquanto os analistas pesavam os riscos de compressão de margem e potencial destruição de demanda .
Essa escassez não é um soluço cíclico que se corrigirá sozinho. Os fabricantes de memória não estão construindo novas fábricas com rapidez suficiente para atender simultaneamente à demanda da IA e do consumidor final. A IDC espera que os desafios de oferta persistam ao longo de 2026 e adentrem 2027 . A previsão da Jefferies de uma queda de 15% a 20% nos preços em 2028 é descrita como uma "moderação", e não um retorno aos níveis anteriores à escassez .
Em resumo, a era da memória barata acabou para o futuro previsível. Cada dispositivo que você comprar — de um notebook a um celular ou console de videogame — agora carrega um "imposto da IA" oculto que está remodelando o cenário da eletrônica de consumo.
Fabricantes de chips como Samsung, SK Hynix e Micron responderam reorientando suas linhas de produção, antes dedicadas aos chips de consumo padrão (DRAM e NAND), para esses chips HBM de margem mais alta . Em meados de 2026, a produção de HBM já consumia aproximadamente 23% de toda a capacidade de wafers de DRAM . Isso criou uma seca de oferta para a memória usada em PCs, smartphones, consoles de videogame e carros.
Os dados de preço são contundentes:
O banco de investimentos Jefferies prevê um novo aumento de 40% a 50% no terceiro trimestre de 2026 e de 30% a 40% no quarto trimestre, com aumentos anuais de DRAM de 40% a 45% ao longo de 2027. A primeira moderação significativa de preços, uma queda de 15% a 20%, não é esperada antes de 2028 . Os fabricantes de memória declararam publicamente que estão com vendas garantidas para todo o ano de 2026, sem nova capacidade relevante antes do final de 2027 .
As consequências para os consumidores já estão sendo sentidas. A consultoria Gartner projeta que o aumento combinado dos preços de DRAM e SSD elevará os preços dos PCs em 17% e dos smartphones em 13% até o final de 2026 . Isso não é apenas uma previsão — os aumentos já estão em andamento.
Fabricantes de PCs e OEMs: HP, Dell e até mesmo a Raspberry Pi aumentaram os preços de seus produtos, citando explicitamente o aumento dos custos de memória . Sony e Microsoft alertaram que os preços dos consoles podem subir à medida que os custos crescentes se propagam por suas cadeias de suprimentos .
Queda nas vendas: Os preços mais altos estão sufocando a demanda. A IDC agora prevê que o mercado global de PCs encolha 11,3% em 2026, e as vendas de smartphones caiam 12,9% — ambos os números foram revisados para baixo em relação às estimativas anteriores de 8% a 9% e 5,2%, respectivamente . A dinâmica é uma "crise de rentabilidade": os OEMs dizem que não conseguem repassar integralmente o aumento dos custos de memória sem destruir a demanda, então estão cortando a produção .
A Apple, a empresa de eletrônicos de consumo mais valiosa do mundo, com a cadeia de suprimentos mais invejada do setor, não está imune. Em 25 de junho de 2026, a Apple aumentou os preços de seus iPads e MacBooks, afirmando que não conseguia mais absorver os custos crescentes das memórias e chips de armazenamento .
O iPhone foi poupado — por enquanto. A linha iPhone ainda não sofreu aumento de preço, mas o CEO da Apple, Tim Cook, já avisou que aumentos são "inevitáveis" devido ao aumento insustentável dos custos de fornecimento . Analistas esperam amplamente que os preços do iPhone subam ainda em 2026 ou com o próximo ciclo de modelo . Cook também confirmou, no início de 2026, que a Apple enfrentava desafios para garantir componentes de memória suficientes para atender à demanda do iPhone, limitando diretamente os volumes de produção .
As ações da Apple caíram após o anúncio do aumento de preços em junho, enquanto os analistas pesavam os riscos de compressão de margem e potencial destruição de demanda .
Essa escassez não é um soluço cíclico que se corrigirá sozinho. Os fabricantes de memória não estão construindo novas fábricas com rapidez suficiente para atender simultaneamente à demanda da IA e do consumidor final. A IDC espera que os desafios de oferta persistam ao longo de 2026 e adentrem 2027 . A previsão da Jefferies de uma queda de 15% a 20% nos preços em 2028 é descrita como uma "moderação", e não um retorno aos níveis anteriores à escassez .
Em resumo, a era da memória barata acabou para o futuro previsível. Cada dispositivo que você comprar — de um notebook a um celular ou console de videogame — agora carrega um "imposto da IA" oculto que está remodelando o cenário da eletrônica de consumo.