ONGs de conservação divulgaram um relatório no domingo, 29 de junho de 2026, acusando o Facebook de ser o maior mercado de tráfico ilegal de animais silvestres do mundo [4][7]. O estudo, que analisou dados de abril de 2024 a março de 2026 em 10 países, identificou 21.904 anúncios ilegais, dos quais 74,37% estavam no...
Resposta de pesquisa

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No domingo, 29 de junho de 2026, uma coalizão de ONGs de conservação divulgou um relatório acusando a Meta (dona do Facebook) de abrigar o maior mercado ilegal de animais silvestres já identificado. O documento alega que animais ameaçados de extinção e suas partes — incluindo macacos, chifres de rinoceronte e pangolins mortos — são anunciados abertamente na plataforma . O relatório se baseia em dados da Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC) e outras organizações de pesquisa.
Os dados do relatório, que cobrem o período de abril de 2024 a março de 2026 em 10 países, revelaram:
Os pesquisadores identificaram vários recursos do Facebook que facilitam ativamente o tráfico ilegal de animais:
Os autores do relatório concluíram que a arquitetura do Facebook o torna "não apenas mais uma plataforma entre muitas", mas "a infraestrutura pública central através da qual o tráfico de vida selvagem online está sendo concentrado" .
Os pesquisadores encontraram evidências do que chamaram de "ganho duplo" — a Meta lucrando duas vezes com a mesma atividade ilegal:
A Meta afirma que proíbe a venda de animais ameaçados em suas plataformas e é membro da Coalizão para Acabar com o Tráfico de Vida Selvagem Online, ao lado de Google, Amazon, TikTok, eBay, Etsy e outros . A empresa também diz usar ferramentas baseadas em IA para detectar e remover anúncios ilegais de vida selvagem, e que removeu ou bloqueou mais de 11,6 milhões de anúncios de espécies ameaçadas entre 2018 e 2021 . Em uma ação separada em 2026, a Meta encerrou nove grupos no Facebook na Indonésia após uma investigação conjunta da Mongabay e do Bellingcat . No entanto, o relatório das ONGs argumenta que essas ações são insuficientes diante da escala do problema.
As ONGs concluíram que a autorregulação falhou. Apesar de fazer parte da Coalizão para Acabar com o Tráfico de Vida Selvagem Online desde 2018, a plataforma da Meta se tornou o principal local para vendas ilegais de animais, e suas taxas de remoção diminuíram . Os pesquisadores disseram que a promessa de junho de 2026 de 11 gigantes da tecnologia (incluindo a Meta) de usar IA contra anúncios ilegais de vida selvagem é um passo positivo, mas insuficiente por si só . Eles argumentaram que, sem uma aplicação obrigatória, auditoria independente e penalidades financeiras para plataformas que lucram com o tráfico, tais promessas equivalem a "greenwashing" (maquiagem verde) . O relatório pediu especificamente a regulamentação governamental em vez de depender de compromissos voluntários da indústria.
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ONGs de conservação divulgaram um relatório no domingo, 29 de junho de 2026, acusando o Facebook de ser o maior mercado de tráfico ilegal de animais silvestres do mundo [4][7].
ONGs de conservação divulgaram um relatório no domingo, 29 de junho de 2026, acusando o Facebook de ser o maior mercado de tráfico ilegal de animais silvestres do mundo [4][7]. O estudo, que analisou dados de abril de 2024 a março de 2026 em 10 países, identificou 21.904 anúncios ilegais, dos quais 74,37% estavam no Facebook [6].
O valor total dos produtos anunciados foi de US$ 65 milhões, com o Facebook sendo responsável por 98% desse montante (cerca de US$ 63,7 milhões) [6][9].