A Marinha dos EUA e aliados expandiram uma rota marítima no sul do Estreito de Ormuz, margeando a costa de Omã, como alternativa à zona controlada pelo Irã. O Irã reagiu por meio da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), exigindo que navios comerciais usassem apenas rotas aprovadas por Teerã, classificando a nova ro...

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A crise no Estreito de Ormuz, um dos pontos mais estratégicos para o comércio global de petróleo, atingiu um novo patamar de tensão no fim de junho de 2026. Os Estados Unidos ampliaram uma rota marítima paralela, enquanto o Irã reagiu com ameaças e um ataque a um navio comercial forçou a suspensão do plano de evacuação da ONU. Cerca de 80 minas navais continuam bloqueando o canal principal. Confira os principais desdobramentos:
Em uma jogada que desafia o controle que o Irã tenta impor sobre o estreito, a Marinha dos EUA e forças navais aliadas estabeleceram e expandiram um corredor marítimo que acompanha a costa de Omã. No dia 20 de junho, o Joint Maritime Information Center (JMIC) comunicou que os navios poderiam transitar por essa rota sul a qualquer hora, mantendo o sistema de identificação automática (AIS) ligado, sem qualquer obrigação de coordenar com a Marinha americana . Na prática, a medida ignora a zona de controle declarada pelo Irã.
A reação de Teerã foi imediata. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) advertiu as embarcações comerciais a utilizarem apenas as rotas aprovadas pelo governo iraniano, classificando o novo corredor como um desafio à autoridade do país . Apesar das ameaças, diversos petroleiros já utilizaram a rota alternativa
.
O canal de navegação principal do Estreito de Ormuz, utilizado antes do conflito, permanece interditado. Em 26 de junho, a Organização Marítima Internacional (IMO) estimou que aproximadamente 80 minas ainda estão espalhadas pelas rotas históricas de navegação . A maioria são minas explosivas iranianas dos modelos Maham 3 e Maham 7, projetadas para resistir à detecção por sonares de navios varredores
. A associação de armadores de petroleiros Intertanko e veículos como o Guardian já reportaram que o tráfego normal não poderá ser retomado enquanto essas minas não forem removidas
.
Diante do caos, a IMO lançou, em 23 de junho e em coordenação com Omã, um plano de "evacuação por fases" para retirar navios e tripulações presos no Golfo Pérsico. A operação chegou a evacuar cerca de 2.500 marinheiros com sucesso . No entanto, no dia 25 de junho, um navio de contêineres que transitava próximo à costa de Omã foi atingido por um projétil de origem não identificada
. O ataque interrompeu imediatamente o programa de evacuação. O Secretário-Geral da IMO, Arsenio Dominguez, confirmou a pausa, citando o ataque como um risco de segurança inaceitável
. Estima-se que mais de 11 mil marinheiros continuam retidos na região
.
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A Marinha dos EUA e aliados expandiram uma rota marítima no sul do Estreito de Ormuz, margeando a costa de Omã, como alternativa à zona controlada pelo Irã.
A Marinha dos EUA e aliados expandiram uma rota marítima no sul do Estreito de Ormuz, margeando a costa de Omã, como alternativa à zona controlada pelo Irã. O Irã reagiu por meio da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), exigindo que navios comerciais usassem apenas rotas aprovadas por Teerã, classificando a nova rota como um desafio à sua autoridade [2].
A Organização Marítima Internacional (IMO) estimou que cerca de 80 minas navais — dos tipos Maham 3 e Maham 7 — permanecem no canal histórico de navegação, tornando o retorno à normalidade inviável no curto prazo [4][5].