O resultado foi uma alta do Brent, referência internacional, de cerca de 0,8% a 1,3% na segunda-feira, para perto de US$ 73 o barril. O WTI americano subiu mais de 1%, para US$ 70 .
1. O acordo de paz ainda não engrenou. O memorando de entendimento (MoU) de 17 de junho previu que o Irã reduzisse seu estoque de urânio altamente enriquecido e que os EUA suspendessem sanções, permitindo que Teerã exportasse petróleo livremente. Mas o próprio presidente Donald Trump disse que o acordo "não é final" e que os EUA poderiam "voltar a lançar bombas" . Relatos de junho já indicavam que as negociações estavam travadas e que o cessar-fogo enfrentava pressão de novos combates
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2. O Estreito de Ormuz continua inseguro. A rota marítima é crucial para o fluxo global de energia. Como os confrontos ocorreram justamente ali, o mercado passou a duvidar da reabertura prometida. No fim de semana, um petroleiro do Catar foi atingido por um projétil desconhecido, paralisando o plano de evacuação de navios da Organização Marítima Internacional .
3. As conversas diplomáticas estão em compasso de espera. Enquanto mediadores (Paquistão, Suíça, Catar) tentam avançar, o Irã pulou reuniões técnicas marcadas para domingo, acusando os EUA de violar o acordo. Os EUA, porém, afirmaram que as negociações continuam .
Paralelamente, a Saudi Aramco retomou o carregamento de petróleo no terminal de Ras Tanura, no Golfo Pérsico, depois de quase quatro meses parado por causa do conflito. Navios da frota saudita Bahri começaram a embarcar crude no dia 26 de junho, sinalizando uma retomada da oferta regional . Isso ajudou a limitar a alta dos preços, já que o mercado viu um aumento iminente de oferta vinda do maior exportador do mundo
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O mercado de petróleo continua extremamente sensível a qualquer movimento militar no Oriente Médio. Por enquanto, a trégua de 60 dias assinada em 17 de junho está em vigor, mas os tiros de fim de semana mostraram que a paz duradoura ainda é incerta. A reabertura total do Estreito de Ormuz – peça central do acordo – depende do sucesso das negociações técnicas que recomeçam nesta semana. Até lá, o petróleo deve continuar volátil.