No mesmo dia, uma bobina solenoide central de alta temperatura concluiu os testes em todas as condições com desempenho internacionalmente líder .
Ambos os ímãs alcançaram produção totalmente nacional, significando que todas as tecnologias centrais em toda a cadeia de suprimentos — desde a fabricação dos fios supercondutores até a enrolação das bobinas, tratamento térmico, montagem e testes — são autocontroladas e livres de dependência de importação .
Este marco é descrito pela mídia estatal como "100% de localização" e garante que o programa de fusão da China não depende de fornecedores estrangeiros para esses componentes críticos .
Os ímãs são os maiores componentes da Instalação Abrangente de Pesquisa para Tecnologia de Fusão (CRAFT), também conhecida como instalação "Kuafu", localizada em Hefei . A CRAFT é uma mega-infraestrutura científica nacional projetada para incubar, construir e testar sistemas-chave para reatores de fusão de próxima geração
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Outros marcos recentes da CRAFT incluem:
Esses marcos dos ímãs não são conquistas isoladas. Eles se encaixam em uma estratégia multifásica que posiciona a China como uma concorrente séria na corrida global pela energia de fusão .
Ponto-chave: Os ímãs TF e CS recém-testados são funcionalmente protótipos para o CFETR, mas seu propósito imediato é reduzir riscos e viabilizar o BEST, que a China pretende que seja o primeiro dispositivo de fusão a alcançar plasma sustentado em combustão com um ganho de fusão maior que 1 (Q>1) até 2027 .
Os recordes recentes do EAST — incluindo o pulso de plasma em modo H de 1.066 segundos a mais de 100 milhões de °C em janeiro de 2025 e a descoberta de 2026 que quebrou uma barreira de densidade de longa data — demonstram a maturidade operacional da China no controle de plasma . Os ímãs da CRAFT provam que a China agora tem a capacidade de produção nacional em escala industrial necessária para construir o BEST e o CFETR sem depender de cadeias de suprimentos estrangeiras.
De acordo com uma análise publicada no banco de dados científico OUCI, a estratégia multifásica sistemática da China — progredindo do EAST para a parceria com o ITER e agora avançando em direção ao CFEDR — impulsionou inovações transformadoras na tecnologia de ímãs de fusão, incluindo condutores CICC de alta densidade de corrente usando supercondutores de baixa e alta temperatura .
A revista The Economist observou, em março de 2026, que a China é "uma concorrente séria na corrida pela energia de fusão", apontando a rápida construção do BEST em Hefei como evidência da determinação do país . A conclusão desses ímãs de classe mundial adiciona uma prova concreta de engenharia a essa avaliação.
Com os ímãs da CRAFT agora validados, o foco imediato se volta para o BEST. O dispositivo está em montagem final no Centro Nacional de Ciências Abrangente de Hefei, com seu edifício principal concluído e a pré-montagem dos componentes em andamento a partir de meados de 2026 . A base do criostato, um recipiente gigante isolado a vácuo que mantém os ímãs supercondutores a -269 °C, foi instalada em junho de 2026
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Se o BEST alcançar o primeiro plasma até o final de 2027 como planejado, isso marcaria a primeira vez que um dispositivo de fusão demonstra plasma sustentado em combustão e ganho líquido de energia, colocando a China à frente de concorrentes internacionais, incluindo o ITER (que visa o primeiro plasma na década de 2030) e empresas privadas de fusão como a Commonwealth Fusion Systems (que visa 2027 para seu dispositivo SPARC) .